
João Vicente Ribas, nasceu dia 29 de agosto de 2012, na Maternidade de São Carlos, com 39 semanas. Durante a gravidez foi tudo normal, não tive nenhuma intercorrência. Mas eu, mãe quando o João tinha dois meses achei de algo estava errado, porque ele ficava com as mãos fechadas, pés contraídos e o corpo muito durinho, portanto todos os médicos que levei diziam que eu precisava ter paciência, afinal cada criança se desenvolve de forma única e no seu tempo. Foi então quando o João tinha 1 ano e 5 meses, em Ribeirão Preto, levamos ele em uma neurologista especialista para análise do caso dele, ela pediu uma Ressonância Magnética e o diagnóstico foi Leucomalácia Periventricular Intrauterina, ou seja, no período de 5 a 6 meses da gestação houve falta de oxigenação que ocasionou a lesão, mais conhecida como Paralisia Cerebral Espástica . Desde então João iniciou os tratamentos com Hidroterapia, Equoterapia, Fisioterapia, Pediasuit e Aplicação de Botox.
No mês de maio a Fisiatra que acompanha o João, encaminhou ele para avaliação de Rozitomia Dorsal Seletiva, passamos pela consulta em Joinville-SC em Julho/2017 e o médico prescreveu a cirurgia para ele, porque a espasticidade causa dor e deformidades, e se o João não fizer a cirurgia agora, que é a fase do crescimento principal, ele pode ser permanentemente cadeirante. Porque devido a contração muscular que a espasticidade gera durante 24 horas, ela não acompanha o crescimento dos ossos, e então as deformidades aumentam e cada passo dele se torna mais difícil. Hoje o João faz uso de andador para caminhada em locais planos e curtos. Já nas longas distâncias ele depende de cadeira de rodas, devido o tamanho, peso e a espasticidade ele, não aguenta andar por muito tempo, porque também sente dores nas costas.
Ajude o João a ter uma qualidade de vida melhor, juntos somos mais fortes!
Devemos ficar em Santa Catarina por três semanas, porque após a cirurgia tem o processo de reabilitação em clinica de fisioterapia.
Todo o custo da cirurgia, transporte, hospedagem e alimentação está calculado em R$ 70.000,00.
Perguntas frequentes sobre a cirurgia RDS
1- Qual a duração da cirurgia ?
R. O ato operatório em si tem duração de 4 a 5 horas. Temos ainda que acrescentar o tempo da anestesia e o da monitorização neurofisiológica. Com isso o tempo total em sala cirúrgica pode atingir 8 horas, em média.
2- Quantos dias o paciente fica no hospital ?
R. Em média 4 a 5 dias. Geralmente a recuperação é rápida pois utilizamos a “técnica minimamente invasiva” desenvolvida pelo Dr. T. S. Park, onde a incisão realizada é bem reduzida (3 a 5 cm).
3- Quando o paciente pode reiniciar a reabilitação ?
R. Alongamentos podem ser iniciados no segundo ou terceiro dia do pós operatório. Com o passar dos dias e melhora do estado geral do paciente, podem ser iniciados gradualmente outros exercícios. As terapias em piscinas, geralmente podem ser iniciadas após 3 semanas.
4- Existe diminuição de força após a rizotomia ?
R. Não, a rizotomia dorsal não enfraquece os músculos. O que acontece é que, após a cirurgia, em geral existe uma redução importante da hipertonia muscular, que mascarava uma fraqueza que o paciente já tinha. Com a realização da fisioterapia no pós-operatório, o paciente pode buscar uma recuperação muscular que a espasticidade não permitia.
5- A rizotomia perde o efeito ao longo dos anos ?
R. Não, a rizotomia é um procedimento de grande durabilidade, não precisando ser repetido.
6- Qual a idade ideal para rizotomia ?
R. Idealmente, pacientes de 4 a 6 anos apresentam resultados mais rápidos e visíveis após RDS. Entretanto , se houver indicação, pacientes em qualquer idade vão se beneficiar da RDS
7- Existe algum grupo funcional especifico para indicação da RDS?
R. Há alguns anos, os grupos 2 e 3 eram os mais citados como candidatos ideais para a RDS. Hoje, a nossa experiência e a literatura mundial têm mostrado que outros grupos ( 4 e 5 ) podem ter bons ganhos também.