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Injustiça e pedido de ajuda

ID: 4274208
Ocultarei nomes e lugares, por mais triste que seja a situaçãoa qual eu estou passando, não desejo expor ninguém, segue o ocorrido:   No dia 14 de novembro, descobrimos o sexo do nosso bebê, um momento que se tornou o mais memorá ver tudo
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Vaquinha criada em: 03/12/2023

Ocultarei nomes e lugares, por mais triste que seja a situaçãoa qual eu estou passando, não desejo expor ninguém, segue o ocorrido:

  No dia 14 de novembro, descobrimos o sexo do nosso bebê, um momento que se tornou o mais memorável para nós. Considerando as dificuldades de engravidar enfrentadas por minha esposa, após meses de tratamento, finalmente fomos abençoados por Deus. Naquele dia, eu estava em êxtase. Entretanto, ao assumir meu plantão às 13h, uma situação perturbadora ocorreu quando decidi ir ao banheiro.

   Dentro do banheiro, o indivíduo X, autoproclamado "Vigilante", entrou apressadamente, sem bater na porta, proferindo: "Preciso mijar! Preciso Mijar!" Mantive-me em silêncio, até ele me questionar: "Eai está dormindo aí no banheiro?" Respondi perplexo: "O que? não entendi!" Ele repetiu: "Perguntei se você está dormindo no banheiro?" Surpreso com seu comportamento, questionei: "Não estou te entendendo!"

  Nesse instante, em um ataque de fúria, ele se aproximou e me empurrou com o peito, dizendo: "Você acha que eu não te dou um murro bem aqui?" Percebendo sua intenção de provocar uma reação da minha parte, mantive a compostura e autocontrole e apenas respondi: "Estou trabalhando, você ficou louco?" Repeti por duas vezes. Ele saiu do banheiro e voltou por duas vezes, ameaçando-me e proferindo palavras hostis. Após ele perceber que não conseguiria provocar uma reação da minha parte, o mesmo saiu correndo, deixando o local da mesma forma como entrou, silenciosamente.

  Comuniquei o fato imediatamente a todos os supervisores, relatando os acontecimentos, confesso que eu estava bastante nervoso. No entanto, enfrentei extrema dificuldade em buscar justiça foi então que percebi a complexidade do planejamento e articulação por parte do Vig. X. Sua perseguição contra minha pessoa começou em agosto do ano passado, quando o mesmo demonstrou ressentimento pela minha permuta de turno, para o plantão da noite, embora eu estivesse na fila de espera há oito meses. Desde então, sua hostilidade se manifestou de diversas maneiras, incluindo a recusa em receber encomendas destinadas a mim no posto de trabalho, causando desconforto e insatisfação inclusive entre os colegas.

  Após esse episódio do último dia 14 de novembro, discuti com minha esposa e decidimos que essa perseguição não cessaria. Buscando orientação, decidi perdoar e seguir em frente. No dia 15 de novembro, no turno da noite, enviei um áudio ao nosso grupo particular de vigilantes, informando a minha saída do grupo e solicitando que não me contatassem por mensagens privadas, a menos que fosse uma emergência relacionada ao trabalho, essa medida eu tomei devido ao histórico de ofensas recebidas pelo WhatsApp por parte do Vigilante X.

  No dia 16 de novembro, pela manhã, o Vig. X chegou atrasado por volta das 07:10 para me render, e agindo com sarcasmo, sorriso no rosto, o que resultou na perda de uma oportunidade de trabalho, que eu faria naquele dia em outro lugar. Relatei o ocorrido a dois supervisores e de forma apática e cruel um deles inclusive me bloqueou e o outro afirmou que estaria “resolvendo” a situação.

  Fiquei muito abalado mentalmente com tudo isso, passei seis dias sem comer, algo inédito para mim. Sofri com ansiedade extrema e estresse, fiquei doente e tive ataques de pânicoe delírios. Apesar disso tudo, busquei recuperar-me não foi fácil, ciente de que ninguém faria justiça por mim diante dessa perseguição cruel e covarde então decidi que pelo bem-estar da minha esposa grávida, decidi seguir em frente, pois eu precisava muito do emprego.

No dia 22 de novembro, recebi a notícia da minha demissão, e não é necessário descrever meu estado emocional neste momento, certo? Minha esposa que me conhece bem, e sabe do meu grande coração e caráter, sofreu bastante, chorou muito e passou muito mal, eu tinha 2 anos e meio nesse posto de trabalho, eu e minha esposa tinhamos um sonho de financiar nossa casa própria, tudo foi por água a baixo. Durante minha trajetória profissional, busquei dar o meu melhor. Meu único erro foi não bajular ninguém, acreditando que minha responsabilidade e profissionalismo seriam suficientes para manter meu emprego, um grande erro de pensamento vindo de quem pauta a vida na verdade e nos princípios nobres.

Atualmente, enfrento a situação em que um indivíduo invadiu meu plantão, tentou me agredir no banheiro, proferiu ameaças e, como resultado, perdi meu emprego mesmo tendo em casa uma esposa gravida do nosso primeiro filho. Infelizmente, vivemos em uma época em que as pessoas preferem resoluções rápidas, análises simplistas, analisando parcialmente as situações, deixando-se influenciar pelo sorriso e tom amigável da voz, esquecendo-se de que o mal não tem uma aparência específica. O Brasil carece de indivíduos com determinação para punir e promover a justiça quando necessário. A demissão foi fácil para quem decretou, mas sentar-se, olhar nos olhos e ouvir a verdade que vem da alma, isso sim é o verdadeiro desafio, ninguém sentou-se comigo e ouviu a minha versão dos fatos.

Espero sinceramente que os responsáveis ou irresponsáveis pela minha demissão consigam refletir sobre suas ações, olhem para suas esposas e filhos e por dois segundos se coloquem no meu lugar, quem sabe assim brote o mínimo de empatia e consigam sentir 1% do que a minha esposa e eu estamos sentindo. No momento, estou desempregado em uma cidade pequena sem muitas oportunidades, com minha esposa grávida e licenciada, tendo contas e aluguel para pagar. Tudo isso devido a um único indivíduo somado a negligência e omissão daqueles que deveriam zelar pelo correto e justo, em uma empresa de segurança cujos princípios fundamentais deveriam ser "A Justiça e a verdade acima de tudo".

 

 

Longe de mim desejar mal a alguém, com trinta e três anos de idade eu consigo deitar a cabeça em meu travesseiro e dormir em paz, com a certeza de nunca ter atrasado a vida de ninguém, pelo contrário, sempre me sacrifiquei para ajudar o próximo! sendo assim desejo tudo de bom aos meus algozes, e que nunca passem e sintam a dor que eu e minha esposa gravida estamos sentindo neste momento, e espero que um dia a mentalidade do Brasileiro mude, pois vivemos em um País onde a vítima quase sempre e condenada, inversão de valores em todos os espectros da sociedade, isso desmotiva as pessoas a serem honestas e fazerem a coisa certa, ninguém exalta esses valores nesse Pais. Fiz essa vaquinha contando com a solidariedade das pessoas, se cheguei a esse ponto é porquer realmente está lamentável a minha situação, não desejo isso a ninguém.

 

“O mundo voltas, e a justiça sempre reina”

Obrigado a todos por ouvirem o meu relato.

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