
O Coletivo de Mulheres Indígenas As Karuana da região amazônica pede urgentemente sua ajuda. Precisamos de água potável para nossos povos. As pessoas estão sofrendo! A situação é devastadora e reflete a grave crise humanitária na região amazônica. A angariação de fundos é crucial.
Ajude-nos a apoiar o Baixo Tapajós. Cada quantidade doada salva vidas!
Na Amazônia, muitas pessoas estão sem água potável, sem acesso a médicos ou escolas devido à seca extrema dos rios, que são a principal via de alimento e transporte. Na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns (RESEX), assim como em outras comunidades da região, toneladas de peixes e outros animais aquáticos morreram devido à seca e altas temperaturas. Igarapés e lagos secaram, prejudicando o meio ambiente e as pessoas. Estima-se de 15 a 20 toneladas de peixes tenham sido mortos em um dos igarapés próximo a Santarém, sem contar em outros. A água aquecida, com até 32°C, agrava ainda mais a situação.
Essa situação é realmente devastadora e reflete uma crise humanitária grave na Amazônia, afetando diretamente as comunidades indígenas e tradicionais. A seca extrema dos rios, a morte de peixes e animais aquáticos, a escassez de água potável e a alta poluição do ar são reflexos das profundas mudanças climáticas que estamos enfrentando.
A falta de atenção da mídia e das campanhas de arrecadação para essas comunidades vulneráveis é alarmante, e a pergunta "O quão grande tem que ser o sofrimento para gerar comoção?" traz à tona uma reflexão importante sobre a negligência que a região sofre há séculos, especialmente em relação aos povos indígenas, cujas vozes frequentemente são silenciadas.
Durante os últimos meses, Santarém - Pará se tornou a segunda cidade com o ar mais poluído do mundo. Isso mesmo, a Amazônia - pulmão do mundo - está sendo sufocada pela quantidade de fumaça proveniente dos crimes florestais - queimadas.
No dia 29 de novembro de 2024 Santarém atingiu a marca de 455 microgramas por metro cúbico (µg/m³). A situação é pior em Alter do Chão, que chegou a 475 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Os números são quase dez vezes maiores que o indicado como aceitável pela Organização Mundial de Saúde, que é de 50 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
É importante continuar denunciando essas tragédias, engajar a sociedade em ações de solidariedade e pressionar por mudanças significativas que realmente protejam o meio ambiente e as comunidades que dele dependem. A luta é para salvar vidas e garantir a dignidade das pessoas que, desde a invasão colonial, são marginalizadas pela falta de recursos e apoio.
A iniciativa de arrecadação de fundos é essencial para fornecer apoio imediato às comunidades, com a doação de água, alimentos e equipamentos de proteção como máscaras e EPIs de combate a incêndios florestais e apoio logístico para entregadas doações. É fundamental também reforçar a mobilização para que as políticas públicas de proteção ambiental sejam mais efetivas, com fiscalização rigorosa e combate aos crimes ambientais. Todo valor doado é importante e salva vidas. Apoiem!!!