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Vakinha de
Giullia Jaques Caldeira
Belford Roxo/RJ

Giullia na Colômbia

ID da vaquinha: 716977

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Objetivo
R$ 15.200,00
Arrecadado
R$ 2.055,00
$ contribua

Oi! Meu nome é Giullia, tenho 17 anos e moro na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Fui aprovada para participar de programa piloto criado pela Academia de Liderança da América Latina que acontecerá na Colômbia, de 12 de fevereiro a 8 de maio. Como a renda da minha família é muito baixa, preciso de ajuda para pagar o programa, que custa R$ 11.820 e as passagens, que giram em torno de R$ 2.000

Criada em
13/09/2019
Encerra em
12/02/2020

MINHA HISTÓRIA 

Oi! Meu nome é Giullia Jaques, tenho 17 anos e nasci e fui criada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Desde 14 anos participo de movimentos sociais e eventos de protagonismo juvenil. Comecei participando do Technovation Challenge, uma competição internacional de tecnologia na qual fui medalhista - primeiro do Rio de Janeiro e terceiro no Sudeste. Aos 15 anos, fui indicada para o programa MIND THE GAP, criado pela GOOGLE para reconhecer talentos em matemática, reunindo as 100 garotas mais inteligentes do país. 

Aos 16, comecei a pesquisar sobre programas de intercâmbio e me inscrevi para um programa de intercâmbio criado por ex estudantes de Harvard e Yale, a Gakko. No dia 28 de março do ano passado, descobri que estava entre os 30 jovens do mundo selecionados para participar desse intercâmbio no Japão. Mesmo sendo a única com a bolsa máxima, minha mae nao tinha como arcar com as passagens - que na época beiravam os 8 mil - e eu fui fazer vaquinha, passar nas salas de aula contando minha história e até aumentar a venda de brigadeiros. Consegui ir! Atravessei o mundo sozinha com 16 anos e passei duas semanas em Okayama com outros 29 jovens de mais de 20 países. 

Devo também dizer que durante o ano de 2018 eu trabalhei na escrita de um projeto de lei e, ainda no Japão, descobri que fui selecionada como primeiro lugar do Rio de Janeiro para a apresentá-lo no Congresso Nacional do Brasil através do Parlamento Jovem Brasileiro. Ao retornar pro Rio de Janeiro, fui a ALERJ buscando um deputado que lutasse pela minha lei. A Deputada Martha Rocha me recebeu de braços abertos e agora o meu PL sobre direitos trabalhistas das mulheres pode virar uma lei real no Estado do Rio de Janeiro. 

Em outubro também recebi a notícia de que estava entre os 50 jovens brasileiros escolhidos entre 17 mil para representar o Brasil em uma missão diplomática aos Estados Unidos como Jovens Embaixadores. Por ser um programa bancado pelo Departamento de Estado dos EUA, não paguei absolutamente nada. Lá nos EUA, fiz trabalho voluntário, tive aulas em escolas públicas, conheci algumas cidades e até morei com uma família estadunidense por 12 dias! 

Lá mesmo eu recebi a notícia do SISU: aprovada para Relações Internacionais na UFRJ. Fiquei muito animada e logo cuidei para que a pré matrícula fosse feita. Porém, no dia 8 de março deste ano, recebi uma carta de aprovação para o programa Oportunidades Acadêmicas, do Education USA. Isso significa que o Departamento de Estado estava prestes a aceitar pagar todas as provas que eu precisaria fazer para me candidatar para uma universidade nos Estados Unidos. Mas para isso eu precisaria cancelar a matrícula, uma vez que permanecendo na UFRJ eu teria que me candidatar como aluna transferida e isso acabaria com minhas chances de conseguir a bolsa de estudos que tanto preciso. Cancelei a matrícula. No meio do ano questionei minha decisão e me inscrevi no SISU 2 para Direito na UFRJ. Fui aprovada, mas não tive coragem de ir fazer a matrícula e desistir do meu sonho de estudar fora. 

No início de agosto fui para meu terceiro intercâmbio: bolsa para estudar uma semana na Academia de Liderança da América Latina, em Lima, no Peru. Convivi com outros jovens líderes de todo o Continente e fui orientada a criar projetos de impacto social para a minha comunidade. Ao chegar no Brasil, fundei meu primeiro projeto, no qual atualmente trabalho: o ABSORVIDAS.

MEU PROJETO:

A sociedade brasileira enfrenta como um de seus maiores desafios sociais e econômicos, a precariedade do sistema carcerário brasileiro, situação que apresenta causas, sobretudo ligadas à falta de estrutura, bem como à ineficiência da ressocialização. Dentre as carências enfrentadas pelos detentos, destaco a falta de acesso a atendimento médico, causada muitas vezes pela superlotação e burocracia do sistema prisional, fatores que contribuem para a vulnerabilidade e proliferação de doenças. 

Atualmente existem mais de 42 mil mulheres no sistema penitenciário brasileiro e, tomando como base pesquisas feitas em junho de 2018 que apontam que houve um aumento de mais de 650% da população carcerária feminina no Brasil desde 2000, não parece que o cenário vai mudar. 

Destaco o número de detentas para iniciar um debate acerca da forma como as especificidades de gênero são ignoradas, destacando um problema específico: a falta de absorventes nas prisões brasileiras. 

O ABSORVIDAS e um projeto que visa capacitar detentas para que elas possam produzir bioabsorventes. Estes absorventes feitos de pano podem ser lavados durante o banho e, por serem feitos de tecidos de algodão, são livres de componentes químicos e são reutilizáveis. Os absorventes reutilizáveis são totalmente livre de químicos e, consequentemente, de odores.

Eles têm a mesma forma que os absorventes comuns, podendo vir em diferentes tamanhos e com diferentes quantidades de camadas de algodão para se adaptar ao fluxo de cada mulher. O uso é muito similar aos absorventes descartáveis, é preciso apenas envolver a calcinha com as abas e abotoar. Esses bioabsorventes poderão ser utilizados por, no máximo, 12 horas e então deve ser retirado para a lavagem, que pode ser feita com água fria e sabão neutro em barra. A melhor parte é que eles podem durar até 4 anos! 

ABSORVIDAS NA MIDIA:

https://extra.globo.com/noticias/rio/jovem-de-17-anos-cria-projeto-para-produzir-distribuir-bioabsorventes-detentas-23991954.html

https://razoesparaacreditar.com/saude/bioabsorventes-detentas/

https://www.greenme.com.br/consumir/reutilizacao-e-reciclagem/8626-absorvente-ecologico-lavavel

 

LALA ACADEMY

 

A LALA Academy é uma um programa piloto da Academia de Liderança América Latina que me ajudaria a desenvolver meu projeto. Eu passaria 3 meses na cidade de Medellín, Colômbia, teria aulas em uma universidade com os melhores educadores da América Latina, e encontros e reuniões com líderes da comunidade. Além disso, participa de palestras e workshops voltados para o autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades de liderança. Também é uma chance para conviver com jovens líderes de mais de 10 países do nosso continente! 

 

Eu ganhei uma bolsa de 50% e, dessa forma, o custo total do programa passou a ser R$11.820,00 - o que inclui hospedagem, alimentação, palestras e aulas por 3 meses. As passagens giram em torno de R$2.000,00. Além do mais, o site tem uma taxa de 6,4% em cada doação. Por isso a meta é maior que o valor das passagens + o custo do programa! Como minha mãe está desempregada e a nossa renda mensal é de 2 salários mínimos, eu nao poderei participar do programa se nao arrecadar a quantia necessária! 

 

DÚVIDAS, SUGESTÕES E CRÍTICAS

Se você puder doar qualquer quantia ou compartilhar com seus amigos e familiares, serei sempre grata!  Estou disposta a mandar minha carta de admissão, mapa de custos, comprovantes de pagamento e qualquer outro documento que qualquer pessoa ache necessário! Basta enviar um e-mail para giulliajaques@gmail.com ou uma mensagem para meu Instagram giulliajaques que responderei qualquer dúvida sobre a campanha ou sobre minha história! O site nao aceita doações menores que 20 reais, mas como QUALQUER ajuda é válida, segue dados bancários para quem quiser depositar valores menores:

BANCO ITAÚ Agência 6196 Conta Corrente 20077-5 Sueli Jaques Vieira - CPF 741.241.617/00

BRADESCO  Agência 6536 Conta Corrente 0553999-4 Sueli Jaques Vieira  CPF 741.241.617/00

My story:   

My name is Giullia Jaques, I am 17 years old and I live in Belford Roxo, a city located in the state of Rio de Janeiro. I come from a low-income family and, being so, I started working selling chocolate when I was only 14 to support my family.

When I was 14 years, I started attending youth leadership events. I started by participating in the Technovation Challenge, an international technology competition in which I was a regional winner. At the age of 15, I was selected to attend the MIND THE GAP program, promoted by GOOGLE to bring together the 100 most intelligent girls of the country. At 16, I discovered that I was among the 30 young people in the world to participate at Gakko Summer Camp in Okayama, Japan and, on the last of day of camp, I got an email and find out I had won first place out of 130 in law submission in the state of Rio de Janeiro in 2018, being selected to participate in the Young Brazilian Parliament. I presented the law I wrote - about labor rights for women with children - at the National Congress of Brazil. In October of last year, I had the pleasure to be among the 50 young people chosen out of 17,000 applicants to represent Brazil on a diplomatic mission to the United States as a Youth Ambassador. 

As almost every student finishing High School, I took the High School National Exam to enter a university in November of last year. I was accepted into the Law Program and International Relations at the most competitive school in the country -- the Federal University of Rio de Janeiro. Even though I never registered because of my dream to study in the United States, it was quite an accomplishment.

I was able to go after that dream when, on March 8, 2019, I got an acceptance letter to the Opportunity Funds, a highly selective program that offers all the financial support low-income students need to apply to colleges in the United States.

On May 17th, 2019, I received an acceptance letter to attend a Bootcamp promoted by the Latin American Leadership Academy (LALA), that took place in Lima, Peru from 4 to 10 August. I was encouraged to develop projects that would have a good impact on my community. Being so, I created ABSORVIDAS, a project to provide cloth menstrual pads to incarcerated women. With this project, I was admitted to a highly selective Academy promoted by LALA that will take place in Colombia, from February 12th to May 8th. 

Unfortunately, I would need to pay 3 thousand dollars - which would be impossible, once my mother is unemployed and our income is limited to less than  450 dollars… You help me by using this link to donate to my campaign and help me. If you can't contribute with money, please share my story with your friends! Thank you so much!  

My project: 

In Brazil, there are over 42 thousand women in jail and it doesn't seem like it will get better because the rate of growth for female imprisonment has been so much higher than that of men. And I’m talking about women because even though all inmates suffer from the lack of quality health-care, women have to deal with menstruation once a month so I presume it is harder for them.

 

The persistence of this problem is due to the way of thinking that prisons should be a place for punishment, not a place to prepare prisoners for life outside. It is so easy to assume that they are all the same “bad people that have chosen to engage in illegal activities” and ignore facts that show the reality: that most of the inmates are black and poor people with a background of hunger and domestic violence that have had no access to education. 

 

And this way of thinking about prisons as a jail as a place to suffer and pay for what you have done is wrong in so many ways but what people often don’t see is that it might also be a dangerous way of thinking. Because most of these inmates are going to get out eventually, it might be for a holiday, it might be because they have been released but it also might be because they often escape. So, my point is that the more humiliated they are, the less likely it is they will adapt back to society. 

 

So, thinking about all of this, I have created ABSORVIDAS, a project to provide the best eco-friendly period product to incarcerated women: cloth menstrual pads. And when I say “the best” is because I have considered some other options like menstrual cups, but these require a specific way of cleaning that would not be possible in jails and it might cause an infection. So, different from conventional disposable pads, which can contain plastics, artificial fragrances, adhesives, and chemical gels, these cloth menstrual pads are often made of soft cotton flannel on the outside and absorbent cotton terrycloth on the inside. And because of what they are made of, it is easy to clean them: you can wash while showering or even in washing machines.  They are also good for the planet once they can last for up to 3 years.  

 

At some point, my biggest challenge was: how am I going to make this happen, once I don’t know anyone from prison and don’t have the financial means to buy and donate this product? So, I got in touch with Martha Rocha, a state deputy I got the chance to meet at the beginning of this year while looking for someone to present the bill I wrote and presented in the National Congress of Brazil, and she said she would reach out to some people who might help me. 

 

When I left the House of Representatives of Rio de Janeiro, I went straight home and did some research and I found out about this Foundation named Santa Cabrini, responsible for a shift from punishment to a human-services approach that could enhance the resocialization sectors ability and recruit new talent. Their work is to teach different abilities to inmates, from reading and writing to sewing, all in order to increase the chance the inmates will have to get jobs when they leave jail. 

The next step was for me to find some company that was willing to donate the raw material. After sending several e-mails, I got an wonderful response from "HERSELF", a period underwear company that will not only provide the material needed to produce cloth menstrual pads but also will help me lead lectures and workshops so these women can learn more about their own bodies and the benefits of using this eco-friendly period product. LALA ACADEMY: Our curriculum develops leadership skills through hands-on, community-based projects, while helping students develop the essential dispositions, skills, habits, and values that support long-term health and wellness. Over 3 months you will be exposed to diverse methodologies and experience both in-class learning and applied leadership.

http://www.latinamericanleadershipacademy.org/academy-mainpage

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  • Camila lima
    em 18 de Novembro de 2019

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    em 15 de Novembro de 2019

  • anônimo
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  • Daniela Reis Sakaya
    em 10 de Outubro de 2019

  • Beatriz Girão
    em 05 de Outubro de 2019

  • Roberta Antunes Machado
    em 05 de Outubro de 2019

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