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Giácomo em Stanford

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Giácomo em Stanford
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 No início de março, recebi a notícia de que havia passado para um programa de verão na Universidade de Stanford, uma das mais renomadas instituições de ensino do mundo, situada no Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos. Vou cursar Relações Internacionais: A Ética da Guerra e aprender com grandes professores sobre esse assunto o qual desejo estudar na graduação. Minha história Nasci em Putinga, uma cidade de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul. Durante minha infância, mudei-me diversas vezes para cidades diferentes por conta da padaria dos meus pais. Apesar das constantes trocas de escola, sempre fui muito interessado no estudo e apaixonado por explorar possibilidades, descobrindo desde cedo meu interesse pela Matemática e por contar histórias. Tais interesses e habilidades foram observados por meus professores, os quais possibilitaram a mim a chance de "pular" um ano do ensino fundamental. Assim, passei a ser um ano mais novo que todos os meus colegas. Aos 8 anos, meus pais se divorciaram, e eu voltei a morar em minha cidade natal. Minha mãe conseguiu um emprego como padeira, e minha irmã como secretária (além de estudar na escola). Morávamos nas terras de meus avós, em uma antiga casa ao lado de um galpão. Eu estudava na única escola pública da cidade, e foi lá que descobri a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a OBMEP. Eu nem sequer sabia o que "atividades extracurriculares" significava, muito menos conhecia as oportunidades que uma prova poderia me proporcionar. Na sexta série (atual sétima), ganhei minha primeira medalha na OBMEP, uma medalha de prata. Senti-me imensamente feliz, porém não tinha ideia do que aquele pedaço de metal reluzente iria me agregar. Através dos meus resultados na olimpíada, ganhei uma bolsa de um ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC), no qual aprendi Matemática junto a outros medalhistas. Ao longo do ensino fundamental, ganhei uma medalha de prata, uma de bronze, além de duas menções honrosas na OBMEP. Assim, recebi a bolsa do CNPq e participei do PIC por dois anos.Cerimônia de premiação - OBMEP 2014 Minha mãe decidiu voltar a estudar, já que seu sonho é se formar em uma faculdade, porém os gastos com combustível entre onde morávamos e a universidade eram exorbitantes. Por conta disso, mudei-me para Lajeado, uma cidade um pouco maior (80 mil habitantes). Com a ajuda de minha mãe e de minha irmã, que me deram os documentos necessários, fui agraciado com uma bolsa integral em um dos melhores colégios da região, o Colégio Evangélico Alberto Torres (CEAT). A partir daí, toda a minha concepção de escola e de possíveis oportunidades mudou. Comecei a participar de atividades como o grupo de teatro, no qual já atuei em 3 peças, além de idealizar e escrever uma peça (com a ajuda de algumas colegas) chamada "La Veritá"; e a Oficina de Ciências, grupo de alunos e um professor que gostam de estudar as ciências naturais e de participar de feiras de ciências. Caso queira conhecer mais sobre o CEAT, acesse: http://ceat.net/Apresentação da peça "La Veritá" em um evento que reúne grupos teatrais da Rede Sinodal de Educação Com o passar do tempo, me engajei cada vez mais em atividades que gosto e em olimpíadas. Ganhei duas medalhas de ouro na Olimpíada de Matemática da UNIVATES (universidade local) - uma na categoria nona série e outra entre os participantes do CEAT, além de duas medalhas na olimpíada de Matemática da minha escola - uma de bronze e uma de prata. Em 2015, durante meu primeiro ano do ensino médio, fui selecionado para o grupo que representaria meu colégio em uma olimpíada científica entre os colégios da Rede Sinodal de Educação. Lá, conquistei a melhor nota no teste individual entre os participantes de minha escola, e meu grupo conseguiu o terceiro lugar entre os colégios. Ano passado, a olimpíada foi sediada no CEAT, e fui um dos organizadores do evento, algo que me deixou muito feliz por ter recebido a confiança do colégio e dos professores para essa função. Em 2016, fui convidado para uma das chapas do Grêmio Estudantil de minha escola, conhecido como GEAT, sendo eleito presidente. Durante um ano, eu e meu grupo realizamos jogos esportivos entre as turmas, competições de conhecimento e de dança, sessões de cinema ao ar livre, shows, uma palestra e muitos outros eventos. Com a experiência no GEAT, aprendi a ser mais paciente, a liderar melhor, e a administrar coisas importantes para mim e para os demais. Caso queira conhecer melhor o GEAT, acesse: https://www.facebook.com/GEAT2016/?fref=tsGEAT na festa junina do colégio Nesse mesmo ano, minha família abriu um food-truck para que pudéssemos nos sustentar em meio à crise. Minha mãe e minha irmã possuem agora dois empregos: seus empregos diurnos e o food-truck. A necessidade de tempo para nosso pequeno negócio fez com que minha mãe trancasse sua faculdade, a qual ela deseja concluir um dia. Enquanto isso, minha irmã busca terminar seu curso de Engenharia Civil, e eu me encaminho para o fim do ensino médio, época de incertezas sobre o que fazer posteriormente na vida. Apesar de sempre ter me relacionado bem com a Matemática e com as Ciências Naturais, ouvindo "faça Medicina" e "faça Engenharia", percebi que meu gosto pelo teatro e por contar histórias vem do meu desejo de falar sobre a sociedade, de analisá-la e de melhorá-la. O teatro é um meio artístico de crítica social. As histórias, fictícias ou reais, montam e refletem nosso mundo. A partir disso decidi que desejo estudar as Ciências Humanas e Sociais. O que desejo para meu futuro  No ano passado, descobri o processo de admissão para universidades nos Estados Unidos, conhecido como application. Como eu não me sentia confortável com os vestibulares brasileiros, os quais admitem alguém para a faculdade apenas por uma nota em um teste, além de não serem versáteis na escolha do curso (o aluno deve saber seu curso na hora de se inscrever para o vestibular), senti-me realizado ao saber que há a possibilidade de estudar em um local que avalia o aluno como um todo e permite que ele teste diferentes áreas antes de decidir seu curso. Pensando nisso, decidi me empenhar em programas que eu até então não conhecia. Eu e duas colegas, as quais também desejam estudar fora, criamos um grupo em meu colégio para pessoas que também queiram esse tipo de educação que almejamos. Nesse grupo, falamos sobre tudo que engloba o processo de application e ajudamos uns aos outros a estudar. A partir daí, inscrevi-me em diversos programas que abrangem o estudo no exterior, incluindo o programa de verão de Stanford. Como apliquei para o programa em janeiro, conseguir alguns documentos foi difícil. Pedi cartas de recomendação para professores, escrevi textos e textos, traduzi minha peça teatral e redações que fiz, além de meu histórico escolar... Enfim, muita papelada. Ao enviar, não acreditei que teria grandes chances de passar. Qual foi minha surpresa ao ver o "Congratulations" em minha carta de aceitação.Carta de aceitação para o programa de verão de Stanford Ganhei bolsa integral para o curso (o qual custa 6.500 dólares) e fiquei extremamente feliz com isso, porém ainda tenho o empecilho dos valores da passagem, do visto e do passaporte necessários. Entretanto, vou fazer de tudo para que não seja isso o que me impeça de aproveitar tamanha oportunidade. No futuro, desejo cursar Relações Internacionais na faculdade e tornar-me diplomata, visto que me preocupo com os problemas do mundo e acredito em sua resolução através da diplomacia, não da guerra ininterrupta. Além disso, quero alterar o cenário educacional brasileiro, mostrando aos estudantes grandes oportunidades e dando-lhes uma boa qualidade de ensino, algo carente no Brasil atual. O curso de Stanford é meu primeiro grande passo em direção à realização desses sonhos. Como o programa de Stanford será proveitoso O programa de Stanford me introduzirá às Relações Internacionais, curso que desejo na faculdade, de forma profunda e impar. Com ele, terei a experiência de estudar em uma renomada universidade, para a qual pretendo aplicar neste ano, e "provar" como é ser um aluno universitário durante 3 semanas. Aprenderei sobre a guerra e sua ética (ou falta dela), relacionando Filosofia, História, Geografia e Sociologia, matérias que amo, e entrando na faculdade com uma excelente base de conhecimento sobre o assunto. Como quero trabalhar com a diplomacia, ter uma imersão no conteúdo da guerra torna-me mais apto a discuti-lo e analisá-lo, o que será essencial em minha vida. Vejo o programa de verão em Stanford como uma alavanca que me impulsionará em direção à realização de meus sonhos pessoais, profissionais e em relação à mudança social que quero realizar durante minha vida. Será minha primeira experiência internacional, com pessoas de todo o mundo, e isso só tem a agregar a mim e à minha profissão. Com a sua ajuda, isso será possível. Caso queira ver o site do programa, este é o link: https://summerinstitutes.stanford.edu/ Custos da Viagem a Stanford Após receber a notícia de que fui aceito, também fui agraciado com uma bolsa integral para o curso. Caso eu não recebesse a bolsa, teria de pagar 6500 dólares (em torno de 20 mil reais) para participar. Entretanto, o comitê de bolsas do programa selecionou-me como bolsista integral, o que foi uma imensa felicidade. Todavia, a bolsa não cobre meus gastos com a viagem. Por isso estou em busca de ajuda para ir ao programa! Seguem os gastos que terei:1. Passagem para São Francisco, Califórnia: ~5500 reais (pode variar conforme a data em que eu comprar a passagem. É aconselhável que eu compre a passagem apenas quando tiver meu visto em mãos, o que demorará muito)2. Visto de turista para os EUA: ~520 reais (pode variar conforme a taxa de câmbio do consulado americano)3. Viagem a São Paulo para entrevista: ~700 reais (terei de ir a SP com um de meus pais para fazer uma entrevista com o consulado americano a fim de obter meu visto)4. Passaporte: 260 reais (taxa para confecção do passaporte)5. Taxa cobrada pela Vakinha (6,4% do total): 512 reais6. Retribuições: gastarei um pequeno valor em lembranças como forma de agradecimento às doações7. Aumentos inesperados: a meta está acima da soma dos itens anteriores pela possibilidade de aumentos expressivos nas passagens ou de outros imprevistos. Caso sobre-me dinheiro, ele será utilizado no auxílio de outros brasileiros participantes do programa que também necessitarem de ajuda, visto que alguns não receberam nenhum tipo de bolsa do programa. RetribuiçõesAté 150 reais - muito obrigado por contribuir com meu sonho! Vou te enviar um email especial de agradecimento, além de fotos da viagem!De 150 a 300 reais - nossa, você realmente acredita em mim! Vou te enviar um email de agradecimento acompanhado de um vídeo agradecendo sua contribuição.De 300 a 500 reais - é difícil de retribuir algo tão grande. Vou te enviar um email e um vídeo de agradecimento, e marcarei uma conversa com você para contar-lhe minhas experiências no programa!Mais de 500 reais - muito, muito obrigado. Não há como dizer o quanto agradeço. Vou te enviar um email e um vídeo de agradecimento, marcarei uma conversa com você, e te mandarei uma lembrança de Stanford acompanhada de uma carta escrita por mim agradecendo e contando minhas experiências. Caso queira falar comigo, basta ligar para o número (51) 98032-3503, ou enviar um email para giacomo321@hotmail.com. Se preferir ajudar-me diretamente pelo banco, basta depositar na seguinte conta: Ag. 1709, operação 013, conta 00030132-8, Caixa. Está em nome de Tuanny Rabaiolli Ramos (CPF 027.027.510-08), minha irmã. Muito obrigado :) Giácomo
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