
No ano passado, graças ao apoio de muitas pessoas, o Fluxo Literário chegou pela primeira vez à FLIP.
Voltamos para casa com livros nas malas, novas referências, histórias para contar e a certeza de que alguns encontros mudam a forma como enxergamos o mundo. Para um grupo de jovens que se reúne semanalmente para conversar sobre literatura e direitos humanos, caminhar por Paraty, assistir a mesas literárias, ouvir escritoras e escritores que admiramos e compartilhar aqueles dias juntos foi uma experiência inesquecível. E o mais importante foi descobrir que aqueles espaços também nos pertencem.
A FLIP deixou de ser um lugar distante para se tornar concreto, possível e transformador, ampliou repertórios, fortaleceu sonhos e nos mostrou que a literatura pode atravessar as páginas dos livros e ganhar corpo nos encontros, nas conversas e nas trocas que acontecem ali.
Neste ano, o Fluxo Literário segue crescendo, somos agora 17 jovens reunidos pelo desejo de ler, escrever, imaginar e construir coletivamente outros mundos possíveis. Alguns estiveram na FLIP pela primeira vez em 2025 e outros chegaram depois e carregam a expectativa de viver essa experiência
Por isso estamos aqui novamente.
Queremos retornar à FLIP e garantir que novos integrantes do grupo também possam experimentar tudo aquilo que a literatura nos proporcionou no ano passado: o encantamento, a descoberta, o pertencimento e a possibilidade de ocupar espaços que historicamente nem sempre estiveram ao alcance de todas as juventudes.
Estamos arrecadando recursos para ajudar com alimentação, estadia e a compra de pelo menos um livro para cada participante.
Se você acredita que a literatura transforma vidas, junte-se a nós mais uma vez. Toda contribuição ajuda a manter vivo esse caminho construído entre jovens, livros, encontros e futuros.
Um pouco sobre o que é o Fluxo Literário:
Um grupo de jovens, acompanhados pela escritora e mediadora de leitura Luciana Gerbovic (Escrevedeira) e por educadores do Coletivo Encrespados (atuação com educação antirracista), que se reúne semanalmente para conversar, ler e escrever sobre literatura e direitos humanos.
Durante esses encontros, os livros, as palavras e os afetos os ajudam a colocar em palavras o que sentem, a denunciar desigualdades históricas e, principalmente, a imaginar e anunciar os mundos em que desejam viver coletivamente.