
O Flutuante dos Botos, onde se realiza todos os dias um ritual da natureza, ganhou tanta importância para o turismo do Amazonas.
O ritual começou com as filhas da dona do flutuante, Marilda Medeiros, que passaram a defender da própria população local que antes maltratavam os animais e passaram a cuidar e alimentar os animais e, depois de certo tempo, a nadar junto com eles. Quando a imprensa descobriu que os humanos estabeleceram uma relação de interação com os golfinhos amazônicos, tão dóceis como os golfinhos marinhos, a notícia correu mundo e desde então atrai romarias de turistas de todas as partes para a cidade de Novo Airão. Na época que começou as filhas de Marilda tinham 9 anos (Marisa) e 7 anos (Monik).
A dança dos botos proporcionou notoriedade para a família. As mulheres encantadoras de botos, como foram denominadas, também geram renda para o município. Uma parcela grande que se hospeda em Novo Airão e circula pela cidade, vai para lá por causa do Flutuante dos Botos. Marilda também revende o artesanato produzido por moradores da cidade.
A família de amazonenses já foi tema central de dois documentários produzidos pela TV japonesa NHK, BBC de Londres, Discovery ( Participação no Filme Fundo do Abismo), SBT, Aventura Selvagem com Richard Rasmussem, National Geographic, Animal Planet, Globo, Record, Band e outros. Outras centenas de reportagens já foram publicadas sobre ela e os botos. Vários famosos passaram pelo flutuante como Richard Rasmussem, Bill Gates, Ana Hickmann, Otávio Mesquita, Lawrence Wahba, Sandra Annenberg, Ernesto Paglia, Marcelo Rosenbaum entre outros.
De quatro a cinco botos atraídos inicialmente para o flutuante para comer, agora já são 16 os animais. A forma como as filhas e ela própria tratam esses mamíferos aquáticos, é muito respeitosa. Marilda e as filhas chegam a tratar todos por nomes e vários deles atendem, quando ela dispensa os carinhos de alguns, eles puxam sua blusa. Para chamar atenção. O nomes dos botos são: