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Festival de Música na Índia
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Festival de Música na Índia

ID: 6242897
Sou Pietro Rosa, Cozinheiro/Musicista nascido e criado no interior de São Paulo na cidade de Bragança Paulista.Tenho 40 anos e acabei de me formar em Gastronomia, minha colação de grau foi no dia 30/07/2026.Tenho interagido com Música desde ver tudo
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Vaquinha criada em: 31/07/2026

Sou Pietro Rosa, Cozinheiro/Musicista nascido e criado no interior de São Paulo na cidade de Bragança Paulista.

Tenho 40 anos e acabei de me formar em Gastronomia, minha colação de grau foi no dia 30/07/2026.

Tenho interagido com Música desde os meus 14 anos de idade, quando fui aprendendo de forma autoditada a tocar Violão.

Acontece que só consegui ganhar um Violão de presente de meus familiares quando fiz meu aniversário de 18 anos. Dos 14 aos 18 fui aprendendo com o Violaõ de amigos que possuíam o instrumento. Há um fato curioso, todos os meus amigos eram destros e eu nasci canhoto...

Como não podia inverter as cordas dos Violões dos meus amigos eu acabei estudando sempre que possível mas com as cordas na formatação original dos destros, ou seja, eu tinha que transpor todos os acordes de forma invertida para conseguir a mesma sonoridade.

Foram 4 anos desafiadores mas de muito comprometimento!

Com 26 anos recebi um convite para tocar Viola Caipira aqui mesmo na minha cidade natal, era um projeto da Prefeitura em que se formaria uma Orquestra de Viola Caipira. O projeto foi muito bem aceito e 60 membros foram admitidos, com idades variadas, o membro mais novo tinha 12 anos na época e o mais velho tinha mais de 70 anos.

Foram 2 anos participando desse projeto, nos encontrávamos semanalmente para aprendermos os fundamentos da Viola e ensaiar para futuras apresentações. Era como uma grande família e foi muito importante para o meu crescimento musical.

Tocamos em várias cidade da região e novamente somente eu era canhoto, era muito fácil me identificar no meio dos Violeiros pois a minha Viola era a única virada para o outro lado.

Mais tarde ao completar 30 anos recebi novo convite de um grande amigo da época de escola para fazer parte de um grupo de Maracatu da cidade, o grupo se Cahama Baque Lua Cris e foi fundado pelo meu grande amigo/irmaõ musical Chico Terra.

Foi maravilhoso estudar a Alfaia e o Gonguê, conhecer as lindas canções que honravam a história do povo preto e toda a sua rica Cultura.

Quando completei 32 anos passei a interagir diariamente com uma Flauta de Bambu e isso mudou completamente a história da minha vida.

Meu padrasto naquele tempo estava lutando contra um cancer de próstota, ele investiu um dinheiro em um título de capitalização em seu banco e após algus meses foi contemplado com uma quantia de dinheiro oriunda desse título.

Ele financiou a minha ida para a Índia para passar alguns meses estudando as Flautas de Bambu graças a esse dinheiro abençoado.

Foi a primeira vez que tive a maravilhosa oportunidade de sair do Brasil.

Desembarquei em Mumbai, no Sul da Índia, no dia 29/10/2018 e essa foi a mais espetacular experiência de toda a minha existência!

Fui recebido com muito acolhimento e companheirismo em todos os lugares por onde passei. Isso me impactou grandemente e causou inúmeras reflexões.

Meu nome Pietro é muito diferente do que os Indianos estão geralmente acostumados, então se tornou comum, já que eu sempre carragava comigo uma Flauta de Bambu eles me chamarem de Krishna.

Eu fiquei a maior parte do tempo em uma comunidade no estado de Tamil Nadu onde haviam muitas estradas de terra, por esse motivo resolvi aderir a andar de pés descalços pela comunidade.

Eu já havia treinado Capoeia no Brasil também com 14 anos, na época do ínicio da minha jornada musical. Entaõ me acostumei muito rápido a andar descalço nas estradas de terra.

Nessa comunidade conheci um Musicoterapeuta chamado Sunny Sandhu, esse honorável senhor me transmitiu inúmeros conhecimentos, tanto musicais quanto sobre o Hinduísmo.

Tocamos juntos diversas noite ao redor de uma fogueira, principalmente em um restaurante vegano chamado Dharma Swasti, que era magistralmente liderado por um gentil Nepalês chamado Sagar.

Nesse restaurante quem tocava algum instrumento musical tinha um belo desconto na comida e isso me ajudou bastante durante toda a minha estadia.

Sunny e eu tivemos longas conversas existênciais sobre a vida e seus mistérios, sempre acompanhados pelo Masala Chai, a bebida típica do país, um delicioso chá com especiarias, água, leite e chá preto.

Foi o momento da minha vida onde mais aprendi,seja os conceitos da Música Indiana que me foi ofertado por Sunny, seja nas rodas de Tambor com os Africanos que viviam por lá, seja ao observar os majestosos Templos de pedra milenares, ou apenas interagindo musicalmente com as crianças do vilarejo vizinho.

Se em algum momento eu vivenciei plenitude foi lá em meio a esse turbilhão de experiências transformadoras.

Após abençoados momentos de intenso crescimento pessoal retornei ao Brasil e logo em seguida fomos assolados pela pandemia de Covid 19, toda a expansão de consciência que foi instalada em mim na Índia deu lugar a incertezas e medo do futuro, me tornei uma pessoa muito introspectiva durante o isolamento, sempre honrando a figura da minha mãe para tentar maximizar as chances de não colocá-la em risco.

Desde o meu retorno tenho sonhado em retornar aquela terra Sagrada que escolhi chamar de meu segundo Lar. Como citei no começo dessa descrição eu acabei de me formar em Gastronomia, esse amor pela culinária surgiu quando todo um novo Universo de sabores e odores se mostrou diante de mim nas terras Indianas, foi amor a primeira vista.

Decedi compartilhar com as pessoas os conceitos da Ayurveda e a culinária que tanto me curou na minha viagem.

Acontece que ainda não comecei a trabalhar na área e tanto o Masala Chai quanto os pratos que aprendi a cozinhar foram compartilhados em um projeto que dei nome de "Projeto Govinda".

Govinda foi um dos muitos nomes dados a Krishna em sua passagem pela Índia milênios atrás, em Sanscrito a palavra Govinda significa Suprema Felicidade.

Minhas interações são jantares temáticos Indianos Musicais. Enquanto as pessoas terminam de comer um menu Indiano preparado por mim eu sirvo o Masala Chai para terminar os jantares. Nesse exato momento eu entro com minhas composições musicais. As minha obras são majoritariamente instrumentais e toco percussão para os convidados dos jantares e algumas Flauta típicas. Foi a forma que encontrei de compartilhar algo da Índia com as pessoas que passam pelo meu caminho.

Todo mês de Janeiro Sunny promove um evento na Índia onde ele chama músicos do mundo todo e alguns importantes musicista Indianos para tocar em uma balsa alugada por ele em uma região onde há alguns lagos.

Há nesses lagos Golfinhos de água doce, muito similares ao nosso Boto Amazônico.

Com o avanço da indústria no local esses Botos começaram a desaparecer e Sunny teve a brilhante ideia de promover encontros musicais no meio dos lagos para proteger e honrar os Botos.

Então além de toda preservação e conscientização que esses eventos promovem é interessante o fato de que todas as músicas tocadas na balsa são exclusivamente para os Botos. E eles muitas vezes marcam presença e aparecem na superfície tornando toda a experiência muito especial.

Em Janeiro de 2025 Sunny me convidou para comparecer e tocar com minhas Flautas. Mas é uma viagem que não cabe no meu orçamento de recém formado, somente de passagem de ida e volta a quantia cobrada chega a 8 mil reais. Mais aproximadamente 500 reais pelo visto, sem contar a hospedagem e alimentação.

Não consegui estar presente em 2025, apesar de desejar muito tocar para os Botos.

Nesse mês de Julho Sunny voltou a me convidar para o próximo evento que será celebrado em Janeiro de 2026. Humildemente pedi ao Universo que me mostrasse alternativas honestas para que eu conseguisse mais uma vez colocar meus pés descalços no solo Ancestral da Índia.

A Música me levou por caminhos que nem nos meus mais belos sonhos de infância eu fui capaz de imaginar.

Se a minha história tocou seu coração ao ler e você sentir no coração o desejo de me ajudar trilhar esse caminho eu já expresso a minha imensa gratidão, qualquer quantia já faz total diferença e me aproxima cada vez mais de alcnacar esse sonho de retornar.

Deixo aqui expresso meu contentamento a Música Bendita, ao meu falecido padrasto Paulo, a minha mãe Goretti que tanto acredita em mim e que sempre me falou as mais lindas palavras de incentivo, aos meus 3 irmãos e a todas as pessoas que ao menos sorriram ao ouvir das minhas andanças e vivências.

Meu agradecimento final vai a figura generosa de Sunny Sandhu e a Mãe Índia que me acolheu em seu colo e fez minha vida florescer.

Damos graças...

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