
Meu nome é Mariana.
No dia 15 de agosto de 2025, entrei na Santa Casa para viver o momento mais esperado da minha vida: o nascimento do meu filho, Rafael. Eu deveria estar conhecendo meu bebê, vivendo os primeiros dias da maternidade e começando, ao lado da minha família, uma nova vida.
Mas aquele dia mudou tudo. O que deveria ser o começo de uma história feliz se transformou em uma luta pela minha sobrevivência.
Depois do nascimento do Rafael, enfrentei complicações gravíssimas, cirurgias de emergência, internações, UTI e momentos em que os médicos chegaram a acreditar que eu não sobreviveria.
Mas eu sobrevivi. E continuei lutando.
Porque eu tinha, e ainda tenho, um motivo maior do que qualquer dor: o meu filho.
Agora, preciso de uma nova cirurgia. Depois de tudo o que aconteceu, meu corpo ficou completamente diferente, minha anatomia interna foi profundamente modificada. Hoje, nenhum dos meus órgãos abdominais está exatamente onde deveria estar. Foram três grandes cirurgias, complicações e intervenções, dias na UTI, 55 dias de internação, que mudaram completamente a organização do meu abdômen.
Uma das consequências de tudo isso foi a necessidade de viver com um estoma, o estoma foi essencial para que eu sobrevivesse, ele faz, hoje, o trabalho do meu intestino por mim. E eu sou profundamente grata por ele ter sido uma alternativa que me permitiu continuar viva, mas viver com um estoma é extremamente difícil.
Hoje, meu maior sonho é conseguir fazer a reversão do estoma e recuperar, dentro das possibilidades do meu caso, uma vida mais próxima da que eu tinha antes. Só que, para isso, a cirurgia precisa ser realizada com uma atenção e uma precisão muito maiores do que uma cirurgia convencional. Minha anatomia interna está totalmente modificada, os órgãos não estão em suas posições habituais e existe um risco muito maior de uma intervenção causar uma nova complicação. Por isso, a cirurgia robótica é, no meu caso, a única alternativa considerada viável pelos meus médicos. E existe uma pessoa que conhece profundamente o meu caso: o meu médico especialista, ele acompanha toda a minha história, ele sabe o que aconteceu comigo, conhece as cirurgias pelas quais passei e, principalmente, conhece a minha anatomia atual. É ele quem precisa realizar o procedimento e avaliar cuidadosamente o meu caso para que a cirurgia possa ser planejada da forma mais segura possível. Neste momento, não existe espaço para tentativa e erro, uma intervenção equivocada, em uma anatomia tão complexa e modificada, pode causar consequências gravíssimas.
E eu não quero correr o risco de perder a vida depois de ter lutado tanto para chegar até aqui, eu quero viver. Mas eu não consigo pagar essa cirurgia sozinha.
O custo estimado da cirurgia robótica é de R$ 45.000,00.
Infelizmente, o meu plano de saúde não cobre o procedimento robótico que eu preciso realizar.
Além do valor da cirurgia, preciso considerar aproximadamente R$ 5.000,00 para as taxas da Vakinha e outras despesas relacionadas a todo esse processo.
Por isso, a minha meta é de: R$ 50.000,00
Pode parecer um valor enorme, pra mim, também é, mas esse valor representa muito mais do que uma cirurgia. Representa a possibilidade de recuperar a minha autonomia, a possibilidade de deixar a bolsinha, a possibilidade de voltar a trabalhar, a possibilidade de viajar, a possibilidade de sair de casa sem precisar planejar cada detalhe em torno do meu estoma, a possibilidade de correr, de andar de bicicleta, de brincar com o meu filho, de viver por inteiro.
Viver com um estoma não é fácil, eu sinto dor praticamente o tempo todo, a pele ao redor do estoma queima, machuca e muitas vezes sangra por causa da cola da bolsa, quando a pele está machucada, o material não adere corretamente e a bolsa se solta. São situações dolorosas, constrangedoras e debilitantes.
Minha rotina é constantemente condicionada ao meu corpo, existem lugares onde não consigo ir, atividades que não consigo fazer, momentos em que preciso pensar duas vezes antes de sair de casa, e isso também afeta a minha vida profissional, as limitações físicas me impedem de trabalhar da forma como eu gostaria.
E talvez a parte que mais doa seja pensar em tudo aquilo que eu quero viver com o meu filho, o Rafael está crescendo. Eu quero estar presente, quero brincar com ele, quero correr com ele, quero andar de bicicleta com ele, quero viajar, quero levá-lo para conhecer lugares novos, quero apresentar o mundo ao meu filho, quero ensinar coisas para ele, quero acompanhar cada descoberta. Não quero que as limitações do meu corpo determinem o quanto eu posso viver ao lado dele.
E existe uma dor que ninguém consegue enxergar, depois de tudo o que aconteceu, existem dias em que eu me pergunto se vou conseguir ter uma vida diferente dessa, às vezes tenho medo de que essa seja a minha realidade para sempre. Tenho medo de não conseguir voltar a trabalhar, tenho medo de perder ainda mais momentos da infância do meu filho que nunca vão voltar. Tenho medo de continuar sentindo dor.
Mas eu me mantenho firme, porque ainda tenho um sonho. O sonho de conquistar uma vida livre ao lado da minha família.
Eu lutei para sobreviver quando os médicos disseram que talvez eu não conseguisse.
Agora quero lutar por algo que parece simples, mas que para mim se tornou um sonho enorme:
quero viver.
Quero voltar para casa, quero voltar a trabalhar, quero viajar, quero brincar com o Rafael, quero viver uma vida em que o meu corpo não determine todos os meus limites.
Por isso, eu estou pedindo ajuda novamente. Eu sei que já pedi ajuda antes, e talvez essa seja uma das partes mais difíceis de escrever. Mas a minha história não terminou quando eu sobrevivi, e sobreviver foi apenas o começo.
A primeira Vakinha me ajudou a chegar até aqui, cada pessoa que doou, compartilhou, orou por mim ou simplesmente perguntou como eu estava fez parte da minha história.
E agora eu preciso pedir novamente: me ajude a dar o próximo passo.
Minha meta é arrecadar R$ 50.000,00 para realizar a cirurgia, custear as despesas relacionadas ao procedimento e às taxas da campanha.
Qualquer valor importa.
E se você não puder doar, compartilhe.
Talvez você não possa contribuir financeiramente, mas possa fazer essa história chegar até alguém que possa.
Eu não estou pedindo apenas ajuda para uma cirurgia, estou pedindo uma oportunidade, a oportunidade de recuperar minha liberdade, de voltar a viver, de ser a mãe que o meu filho merece.
Eu lutei para sobreviver. Agora quero lutar para viver.
Por mim, pelo Rafael, pela minha família.
E pelo sonho de finalmente poder viver uma vida livre.
Eu quero viver.
Muito obrigada por ler a minha história, por compartilhar, por contribuir e por acreditar em mim.
De coração,
Mariana