
A História do Nosso Amor à Distância
Olá, meu nome é João.
Estou aqui para pedir ajuda para realizar o sonho de conhecer pessoalmente o amor da minha vida.
Antes de tudo, vou contar um pequeno resumo da nossa história. Para preservar a privacidade dela, vou me referir a ela apenas como "L".
Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo.
Eu sou um brasileiro de uma cidade pequena chamada Araguari, em Minas Gerais. L é portuguesa.
Nós nos conhecemos em um servidor do Discord. No começo, para ser sincero, eu não dei muita importância. Era apenas mais uma pessoa entre tantas outras na internet. Eu jamais pensei que aquela conversa mudaria minha vida.
Primeiro vieram as conversas no Discord. Depois passamos a ouvir músicas juntos pelo Spotify. Em seguida fomos para o WhatsApp. Depois vieram as chamadas, as mensagens de bom dia e boa noite, o TikTok e todas aquelas pequenas coisas que acontecem quando duas pessoas começam a fazer parte da vida uma da outra.
Tudo isso aconteceu em menos de um mês.
Hoje já fazem cinco meses desde que nos conhecemos, mas a sensação é de que a conheço há muito mais tempo.
Com o passar dos dias, algo começou a mudar. Cada mensagem, cada ligação, cada risada e cada momento compartilhado fizeram nascer um sentimento que eu nunca esperei sentir.
Eu sempre achei que histórias de amor à distância eram apenas coisa de filme, histórias do Reddit ou romances que eu lia de vez em quando sem dar muita importância. Eu nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer comigo. Sempre pensei que esse tipo de amor simplesmente não existia na vida real.
Mas aconteceu.
Hoje eu amo alguém que está do outro lado do oceano. E, por mais bonito que esse sentimento seja, ele também dói.
Dói porque quando L chora eu não posso abraçá-la. Dói porque quando ela passa por momentos difíceis eu não posso segurar sua mão e dizer pessoalmente que tudo vai ficar bem. Tudo o que eu posso fazer é olhar para uma tela e repetir:
"Vai ficar tudo bem, meu amor."
Mas, no fundo, eu sei que às vezes essas palavras não são suficientes.
L enfrenta momentos difíceis e muitas vezes precisa de alguém ao seu lado. Em algumas crises eu tento ajudá-la da única forma que consigo, através de uma chamada. Peço para ela me dizer cinco coisas que consegue ver, quatro coisas que consegue tocar, três sons que consegue ouvir, dois cheiros que consegue sentir e uma coisa que ama. Às vezes isso ajuda um pouco.
Mas eu gostaria de poder fazer mais.
Gostaria de poder estar lá.
Muitas noites eu fiquei acordado em chamadas, tentando fazê-la sorrir quando tudo parecia desmoronar.
E existe uma dor que me acompanha todos os dias: a dor de não poder estar ao lado dela.
Ela já me perguntou muitas vezes:
"Quando você vai vir me ver?"
"Quando eu vou poder te abraçar?"
"Quando vamos finalmente ficar juntos?"
E a verdade é que eu não tenho uma resposta.
Todos os dias eu carrego o peso de não conseguir cumprir a promessa que fiz para ela: a promessa de estar ao seu lado pessoalmente.
Há cinco meses eu tento juntar dinheiro para realizar essa viagem.
Trabalho como ajudante de pintor e recebo um salário mínimo. Trabalho de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h48. É um trabalho pesado, mas é um dos poucos empregos da minha cidade que me permite ter tempo para conversar com ela e estar presente quando ela precisa de mim.
Além da passagem, também estou tentando tirar meu passaporte para poder realizar essa viagem da forma correta.
Tenho minha casa, minha moto e contas que nunca dão trégua. Todo mês faço o possível para guardar alguma coisa, mas a vida adulta tem um preço alto.
Às vezes me pego pensando:
"Se eu não tivesse comprado minha casa..."
"Se eu não tivesse comprado minha moto..."
"Será que eu já estaria ao lado dela agora?"
E esses pensamentos machucam mais do que eu gostaria de admitir.
A passagem custa aproximadamente R$ 9.000.
Depois de cinco meses de esforço, consegui juntar apenas R$ 1.800.
Fazendo as contas, ainda vou precisar de cerca de 1 ano e 8 meses guardando R$ 360 por mês para alcançar esse valor. E isso representa praticamente todo o dinheiro que sobra do meu salário. Só consigo fazer isso porque minha mãe me ajuda com algumas despesas.
Enquanto isso, o tempo continua passando.
A distância continua nos roubando momentos que nunca poderão ser recuperados. Abraços, aniversários, passeios, tardes simples de mãos dadas, conversas olhando nos olhos um do outro. Coisas comuns para muitas pessoas, mas que para nós ainda são apenas sonhos.
Nunca imaginei que chegaria ao ponto de pedir ajuda para desconhecidos na internet.
Mas aqui estou.
Não estou pedindo ajuda para luxo, festas ou diversão.
Estou pedindo ajuda para diminuir uma distância que machuca duas pessoas que se amam.
Cada contribuição me aproxima do dia em que poderei finalmente olhar nos olhos dela sem precisar de uma tela entre nós.
Do dia em que poderei cumprir minha promessa.
Do dia em que poderei atravessar um oceano inteiro para abraçar a mulher que mudou a minha vida.
E do momento em que poderei segurar suas mãos, olhar nos seus olhos e dizer pessoalmente:
"EU TE AMO, MINHA PADMÉ."
Se você não puder contribuir, compartilhar esta mensagem já significa muito para mim.
Obrigado por dedicar alguns minutos para ler a nossa história.
— João, um brasileiro tentando atravessar o oceano para encontrar sua portuguesa.