Vaquinha criada em: 27/04/2022
A Rebeca mora em SJCampos, com seu marido, Luiz, que é porteiro em um prédio da cidade e sua mãe, que foi morar com eles para cuidar da Rebeca e tocar um pequeno bar que eles tem dentro do terreno da casa onde moram. A Rebeca tem 34 anos e no ano passado engravidou e teve uma gestação bastante complicada, com hipertensão, diabetes gestacional e vômitos muito frequentes. Fez uma cirurgia para retirada de pedra vesícula ainda grávida e, infelizmente, não muito tempo depois, teve a perda gestacional. Precisou de curetagem duas vezes, na segunda, durante o procedimento, houve hemorragia, sendo levada para a sala de cirurgia já que poderia haver perfuração de algum órgão, mas, ao abrirem seu abdômen, observaram que estavam todos intactos. Já no dia seguinte, internada, a Rebeca já se apresentava confusa, com dificuldade para falar e começaram então a investigar com exames o que estava acontecendo. Fecharam o diagnóstico como Síndrome de Wernick. Do neurologista, foi para uma psiquiatra e psicóloga, mas sem continuidade do tratamento por esses profissionais, os quais orientaram e deram por encerrado o tratamento. Num segundo neurologista foi levantada a hipótese de um acidente vascular cerebral e solicitado novos exames para retorno com os resultados em mãos. Mas a Rebeca teve progressão dos sintomas: dificuldade de locomoção, com alteração dos movimentos dos membros superiores e inferiores, com dificuldade para falar e se alimentar. E ficou de setembro a janeiro aguardando uma ressonância magnética pelo serviço público de saúde e nada de ser convocada. Em janeiro, fez o exame particular, não apresentando nenhuma alteração na conclusão. Ela foi encaminhada a um centro de reabilitação e o tratamento não foi para frente, sendo solicitado alguns exames e passado uma sonda para alimentação diante dos riscos de desnutrição, desidratação e pneumonia devido a imensa dificuldade de deglutir. Fez mais alguns exames com seus próprios recursos, devido a demora em ser chamada pelo serviço público. Ela ainda tem exames que não foram vistos por nenhum médico, já que recebeu "alta administrativa" do Centro de reabilitação, sendo orientada a procurar novamente pelo serviço se apresentasse melhora para aderir as terapias. Infelizmente, ela não teve qualquer melhora e o quadro parece progressivo. Ela procurou por reabilitação fonoaudiológica particular e eu tenho feito os atendimentos uma vez por semana e faz fisioterapia tbm uma vez por semana na UNIP (gratuitamente). Ela se locomove de cadeiras de rodas e esses dias ganhou uma de um conhecido da família. Está fazendo uso de sonda nasoenteral para se alimentar. Conseguiu receber algumas dietas específicas para esse tipo de via alimentar. Tem um salário mínimo porque trabalhava antes de ficar doente. Portanto, os recursos financeiros não permitem consultas médicas e exames para fechamento de seu diagnóstico, como também, suas terapias e tratamentos . O serviço público tem sido lento para ela que tem apresentado piora do quadro com o passar do tempo. A Rebeca e sua família desde já agradecem aos que puderem contribuir. O perfil do Instagram da Rebeca : https://instagram.com/rebeca.paivaaa?igshid=YmMyMTA2M2Y=