Educação de Qualidade em Nairóbi - Quênia

ID da vaquinha: 283505
Educação de Qualidade em Nairóbi - Quênia
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Breno Bragança Vasconcelos
Vila Velha / ES
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O contexto: como a maioria deve saber, estou realizando um trabalho voluntário na cidade de Nairóbi, Quênia. Estou trabalhando em um comunidade carente dando aula de matemática para a 6ª série, às vezes 7ª e 8ª também. (Mais detalhes sobre minha experiência abaixo)

A escola: Hanka Educacional Center é uma escola localizada na cidade de Nairóbi, na 2ª maior favela do Quênia. Essa escola é uma escola comunitária que atende mais de 300 crianças da comunidade, e os estudantes pagam um valor simbólico de 3 dólares mensais, cerca de 10 reais. Esse valor é para pagar a ajuda de custo dos professores, que é baixíssimo também. Os estudantes recebem alimentação na escola, café da manhã, almoço e lanche da tarde. Essas refeições são custeadas por uma organização da China. A situação da escola é bastante precária, há 9 turmas com alunos com idades entre 4 e 16 anos. Porém, a maior parte das salas de aulas são utilizadas como 2 turmas e não como 1 como o planejado, essas salas são divididas por uma espécie de madeirite. Além disso, muitas salas possuem carteiras danificas, uma sala inunda quando chove, a maior parte delas possui goteiras e a iluminação não é boa, dentre outros problemas.

A vaquinha: temos como objetivo arrecadar 500 dólares (1650 reais) para a construção de uma nova sala. Tenho plena convicção de que isso não é o estado ideal, mas é o primeiro passo para desafogar as salas de aulas.

A prazo: 28 de Março. Estou chegando ao fim do meu intercâmbio, porém gostaria de, antes de ir, poder mostrar a vocês o início da construção, por isso o prazo de 10 dias! Tempo suficiente para atingirmos a meta, não é mesmo?!

Desde já eu agradeço qualquer tipo que contribuição que você posso dar! Seria realmente a realização de um sonho conseguir construir essa nova sala de aula para as crianças! Muito obrigado! 💛

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Um pouco mais sobre minha experiência:

Por que escolhi o Quênia? Dois motivos principais, primeiro: queria conseguir realizar um trabalho que realmente fosse relevante para a comunidade que estaria inserido. Segundo, queria sair da minha zona de conforto, seria a minha primeira vez no exterior, queria um país extremamente diferente, que não falasse a língua nativa (mas que poderia me comunicar em inglês, consequentemente aprimora-lo), onde de fato eu precisaria me desenvolver a cada dia. Não poderia ter sido mais certeiro com a escolha do Quênia.

O que é mais diferente para mim? Tudo. Desde andar na rua, muitos lugares não tem calçada. Andar de transportes, é uma *LOUCURA* os matatus (minivans) que eu pego. Eles dirigem no acostamento da contramao para sair do trânsito, não tem preço fixo, varia com a hora e o local que você vai e se ele gostou de você. Além disso eles descem da minivans para quase te convencer a entrar no matatu deles, é bem engraçado. E um matatu briga com o outro para ver quem vai ficar com o passageiro hahaha. Em todo lugar que você entra tem revista de segurança, bem diferente do Brasil. As pessoas de maneira geral conversam em Kiswahili a língua nativa deles, não dá para entender nada, mas mais de 90% fala inglês também com bastante sotaque. Todo mundo chama os estrangeiros de Muzungu (homem branco) que é meio que o Gringo nosso.

Como é o custo de vida? O custo de vida aqui é bem parecido com o de Vitória, só algumas poucas coisas são mais baratas, como transporte, alguma comidas e artigos de feira livre.

Como é a comida? A base alimentar aqui é Ugali, que é feito de farinha de milho branco e água. Eles comem com tudo, feijão, carne, vegetais, lentilha, dentre outras coisas. Eles amam ugali, mas para mim sempre precisa estar acompanhado de algo para ser bom. 

Como é minha rotina? Acordo por volta de 7h50 e vou para escola às 8h30. Pego um matatu até a comunidade que foi aula, a viagem dura cerca de 40 minutos. Depois ando por dentro da comunidade por cerca de 30 minutos até chegar na escola. Esse trajeto pode varia de duração com o trânsito e com a chuva). Dou aula até a hora do almoço, que é por volta de 13h. Depois faço mais atividade de entretenimento com os estudantes, como ensinar português, ensinar sobre o Brasil, sobre cultura brasileira. Eles ficam bastante fascinados quando uso o celular para mostrar algo, porque eles não têm acesso. 

O que mais sinto falta? Além da comida, da família e dos amigos. Sinto muita falta da praia e da facilidade de poder fazer as coisas sem ter que me sujar (tem muita poeira e lama, quando chove, no bairro que moro e na comunidade que dou aula).

 

Acho que é isso! Se tiverem mais curiosidades me manda inbox, e essa semana eu vou postar mais sobre a minha rotina aqui e sobre o andamento da vaquinha. Minhas redes sociais são: brenobvasconcelos. 

 

Desde já eu agradeço qualquer tipo que contribuição que você posso dar! Seria realmente a realização de um sonho conseguir construir essa nova sala de aula para as crianças!

Encerrada
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