
Eu Padre Elvio deixo a vergonha e o orgulho de lado, e por isso me dirijo a vocês para pedir-lhes ajuda material e espiritual. Como muitos têm conhecimento, a senhora minha mãe, dona Ana, de 81 anos, teve, no último dia 11 de abril do corrente ano, um novo derrame AVC (o terceiro para ser mais preciso), que desta vez a debilitou por completo, dificultando-lhe a fala e a audição, bem como a perda dos movimentos das pernas e dos braços. Ficou 16 dias internada no Hospital Santa Marcelina em Cidade Tiradentes e, na ocasião, adquiriu escaras (feridas) nas nadégas e nos calcanhares, trazendo-lhe grande desconforto e sofrimento, sobretudo nesses dias frios e úmidos.
Para tanto, diante de tal quadro clínico de minha mãe, o _Programa Melhor em Casa_ do Hospital Santa Marcelina de Cidade Tiradentes que a acompanha (vide abaixo do texto a carta anexa da médica, Dra. Cintya X. A. Belaunde), sugeriu/exigiu que providenciássemos o mais rápido possível uma cama hospitalar elétrica com 5 movimentos da Hill-rom ao custo de *R$15.860,50* à vista, o que traria mais conforto e qualidade de vida para ela, caso contrário, corremos o risco de sermos descredenciados do _Programa Melhor em Casa,_ o que dificultaria e muito o tratamento e a condição de saúde de minha mãe. Não podemos dispor dessa ajuda no momento.
Tenho consciência de que ninguém é feliz sozinho. A própria *Palavra de Deus* nos afirma isso: _"Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2,18)._ Diante disso fica claro de que fomos criados por Deus para nos relacionarmos.
Foi essa certeza de que, nesses anos todos de dificuldades e provações, que me fizeram mais próximo de nosso Presbitério, sobretudo deste nosso grupo, me fortalecendo e aumentando minha fé e a esperança de dias melhores para todos nós, tenho também procurado extrair coragem dos meus fracassos, sabedoria das minhas frustrações e sensibilidade das minhas perdas - que, na atual circunstância não são poucas! É fato que as perdas nos destroem e nos abatem. Mas são oportunidades para compreendermos melhor as limitações de nossa existência e crescermos com elas. Os que me conhecem de perto sabem que sou resiliente, que não me deixo abater facilmente frente aos problemas e dificuldades, pois sei bem em quem coloquei a minha confiança. E essa resiliência aprendi de minha mãe que, antes de tudo, sempre foi guerreira frente às agruras da vida, nunca deixando a peteca cair. Sendo exemplo de fortaleza interior para toda nossa família.
Creio na Graça e no Amor de Deus - que, mesmo com minhas limitações, ainda assim me escolheu, me ungiu e me consagrou para o Seu Santo Serviço Sacerdotal há quase 22 anos -, bem como na intercessão maternal de Nossa Senhora, a Mãe dos Sacerdotes.
Nesse sentido, queridos irmãos, tenho mais motivos para ser feliz do que triste.
Portanto, quem puder me ajudar, com qualquer valor, eu agradeço imensamente
*Pe. Elvio.*