
Oi, eu sou a Julliana. Sou produtora de cinema, roteirista e mãe, e em 2024 criei a Destemida Filmes, uma produtora independente de São Paulo dedicada a histórias de mulheres, mães e grupos que raramente aparecem na tela, e mais raramente ainda atrás das câmeras.
Este ano aconteceu uma coisa grande: a Destemida foi selecionada para o Meet Them, o programa de indústria do Festival de San Sebastián, na Espanha, um dos festivais de cinema mais importantes do mundo, em parceria com o Cinema do Brasil. Na prática, isso significa uma agenda de reuniões marcadas, entre 20 e 24 de setembro, com produtores, distribuidores e fundos europeus interessados em coproduzir com o Brasil.
Levo na bagagem projetos como Mães de Haia, documentário sobre mães brasileiras que fugiram de violência doméstica e foram tratadas como criminosas por uma lei internacional, que já tem coprodução assinada com Portugal e Uruguai. É esse tipo de história que eu vou defender lá: cinema brasileiro, feito por mulheres, buscando o financiamento internacional que faz esses filmes existirem.
A seleção cobre o credenciamento e quatro noites de hospedagem. O que ela não cobre são as passagens aéreas, e é só isso que me separa dessas reuniões. Eu concorri a um edital público para cobrir esse custo, mas o resultado só sai em novembro, depois do festival. Produtora independente no Brasil vive disso: a oportunidade chega antes do dinheiro.
Para que vou usar o valor: passagens aéreas de São Paulo a San Sebastián, ida e volta, que estão custando cerca de R$ 11.500 com uma escala, mais as taxas da plataforma e o deslocamento entre aeroporto e festival. Por isso a meta de R$ 13 mil. Cada real vai para me colocar nas salas onde essas reuniões acontecem, e eu vou prestar contas de tudo aqui, com nota e cartão de embarque.
O que você recebe de volta: eu documento a jornada inteira. Quem doar acompanha os bastidores do festival nos meus canais, ganha um episódio especial do podcast Depois dos Créditos, que faço desde 2021 sobre os bastidores do mercado audiovisual, contando o que acontece dentro de um festival como esse, e leva meu agradecimento público no relatório da missão. Se a campanha passar da meta, o excedente vai integralmente para o desenvolvimento do Mães de Haia.
Cada reunião dessas pode virar contrato, e cada contrato vira filme brasileiro no mundo, com trabalho para equipes daqui. É um investimento pequeno de muita gente para abrir uma porta que costuma ficar fechada para quem não tem estúdio grande por trás.
O embarque é dia 19 de setembro. O tempo é curto, e qualquer valor ajuda, inclusive o compartilhamento desta campanha, que não custa nada e vale muito.
Obrigada por chegar até aqui. Nos vemos depois dos créditos.