
Da arquitetura da cidade, à arquitetura de mim!
Há momentos em que a vida pede uma pausa — não de desistência, mas de coragem. Depois de muito pensar, decidi trancar a faculdade de Arquitetura. Não para sempre. Só por um tempo. Preciso me ouvir, me entender, encontrar aquilo que talvez nenhum curso consiga me dar agora. A porta continua aberta, e nada me impede de voltar a estudar quando eu me reencontrar. Mas, neste momento, o que meu coração pede é mundo, é vida vivida, é experiência que só existe fora da sala de aula.
Quero fazer voluntariado pelo mundo. Começar pela Itália, seguir para a Espanha, e quem sabe… Ásia, África — destinos ainda nebulosos, mas que já acendem algo dentro de mim. Não busco luxo, nem glamour. Quero viver com o básico, apenas o suficiente para atravessar fronteiras com leveza, aprender com quem eu encontrar, trocar saberes, conhecer outras formas de existir e descobrir, no simples, o que realmente me move.
Meus amigos sempre zoam carinhosamente, dizendo que sou uma veja multiuso, uma Barbie profissões. E talvez eu seja mesmo. Já trabalhei em restaurante, bar, cozinha, café, fui baba, manicure, crocheteira, professora, designer… Eu me viro, aprendo, faço o que for preciso. Mas, mesmo com toda essa dedicação, juntar sozinha o que preciso até agosto é difícil. A vida custa caro, e sonho grande também.
Foram eles — meus amigos — que me incentivaram a criar esta vaquinha. Me disseram: “vai, pede ajuda; as pessoas que te querem bem vão entender”. E aqui estou eu, com o coração aberto, pedindo com delicadeza, sem vergonha, mas com verdade.
A meta é 30 mil. Não é só para viajar; é para permitir que eu viva esse projeto de voluntariado, que eu me coloque no mundo de forma consciente, generosa e transformadora. Cada contribuição, cada compartilhamento, cada palavra de apoio é um passo rumo à minha data-limite: agosto.
Não é esmola, não é obrigação. É um convite para participar de um sonho que ultrapassa o pessoal — é sobre amadurecimento, sobre busca, sobre humanidade.
Se você puder e quiser, me ajuda a dar esse salto?Prometo levar comigo tudo o que já sou — a força, a dedicação, a curiosidade — e voltar com mais histórias, mais entendimento e, quem sabe, uma versão mais inteira de mim mesma.
Obrigada, de coração.Por acreditar, por torcer, por me ajudar a caminhar.De verdade.