
Sou Iasmin Mamede, cria que cria. Fui uma menina pretinha, favelada, filha de mulher preta da Pavuna. Cresci entre ausências e potências, cercada por afetos e por desafios. Hoje sou fotógrafa, mãe, estudante de Serviço Social da UERJ e pesquisadora. Minha trajetória é marcada por interseccionalidades que atravessam o corpo, o território, a maternidade e o sonho de permanecer viva, inteira e presente na universidade.
Criei a oficina “Aos Olhos de uma Criança”, onde meninas e meninos das favelas aprendem a usar a fotografia para narrar suas próprias histórias. A imagem vira resistência, a infância vira potência. Essa oficina é também minha pesquisa, meu TCC, minha reexistência.
Fui selecionada para apresentar o artigoproduzido junto ao Projeto de extensão Serviço Social e movimentos sociais que me aproximou da favela da Mangueira no XXIV Seminário Latinoamericano de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, que será realizado no Chile em outubro. Também me preparo para o CBAS e outras ações com a oficina, entre passagens, hospedagem, alimentação e equipamentos para viabilização das ofinana “Aos olhos de uma criança”. Além do apoio financeiro aceito tambem qualquer doação que ajude esses movimentos.
Por isso, lanço a campanha CRIA QUE CRIA, para viabilizar essa caminhada e garantir que mais crianças possam transformar o olhar sobre si e sobre o mundo. Apoie. Compartilhe. Caminhe comigo.