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São Paulo / SP

Ajude um Pai Solo

ID: 4004106
Olá! Me chamo Guilherme. Sou pai solo de Laura e Sofia, meus amores e motores de existência.Sabe aquelas exceções às regras? Pois bem, somos uma delas. Somos uma família incomum, onde as crianças menores de idade moram com o pai e não ver tudo
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Vaquinha criada em: 06/09/2023

Olá! Me chamo Guilherme. 

Sou pai solo de Laura e Sofia, meus amores e motores de existência.

Sabe aquelas exceções às regras? Pois bem, somos uma delas. Somos uma família incomum, onde as crianças menores de idade moram com o pai e não com a genitora. E novamente somos exceção quando falamos da participação concreta da genitora na subsistência das crianças, que, assim como prevalência infeliz nas estatísticas do patriarcado, também é nula no caso dela, pois sim, também há mães ausentes.

Sim, em 10 meses delas morando comigo, nunca receberam um centavo em caráter de pensão. Nem por acordo judicial, nem muito menos por espontânea vontade. Apenas 9 meses após virem morar em casa é que foi feita uma compra apenas de alimentos, ao gosto do comprador, não das favorecidas. Nesses meses todos, essa única compra equivaleu a 1,63% de tudo o que eu, pai, contribuí ao longo de todos os 9 meses anteriores (em 2022) em que elas estavam morando com a genitora.

Não busco enriquecer com esse dinheiro, nem fazer poupança. Quem vai ao mercado sabe o custo das coisas, sabe das dificuldades de manter uma alimentação minimamente nutritiva e livre de ultraprocessados para seus filhos. Se fizerem as contas verão: o valor aqui buscado equivale ao piso de pensão alimentícia de 12 meses, 30% sobre o salário mínimo. Por mais que soe quase simbólico diante da inflação, tem efeito concreto e real. E imediato. Já tira o peso da subsistência delas e me ajuda a correr atrás de outras fontes para contas graúdas como aluguel.

É uma forma de atenuar o impacto de escolhas egoístas por parte da genitora, que se vê em condições de escolher não trabalhar e não oferecer nenhum apoio material às suas filhas. Antes abrigada por não haver obrigatoriedade jurídica, depois protelando acordo lavrado em audiência com sua anuência, que determinava - com tolerância invejável - que passasse a pagar pensão dali 3 meses, suspendendo tal acordo. E agora se valendo de subterfúgios jurídicos para inverter as coisas no tribunal.

Desde junho venho tendo restrições tremendas de renda, e perda de vínculo de contrato, o que forçou a necessidade de inúmeros auxílios por meus pais, mas até essa fonte tem limites, além de não estar nas suas obrigações. O que peço aqui é pras crianças. Levar a casa é papel meu, não delas, e disso corro atrás.

Não cabe mais a mim buscar no amplo uso de narcóticos pela genitora, ou na lista de questões psiquiátricas não tratadas, a raiz de comportamentos egoístas e narcisistas. Somos conhecidos pelos efeitos concretos das nossas escolhas e ações, e de concreto tenho isso: cuido sozinho do sustento das minhas filhas como sempre fiz enquanto casado, mas quando a minha própria renda decai, se deixa reduzir ou é combalida por questões de marcado e sazonalidade, é aí que a presença da outra genitora faz mais falta, quando passo a tirar de mim e das contas da casa pra prover pra elas. E vem fazendo falta, há muito tempo. E infelizmente isso vem respingando em quem mais amo.

Infelizmente as vias conciliatórias vêm se esgotando na justiça humana. Nos caminhos que escolhi, buscando ser compreensivo ou generoso, acabei sendo enganado e atraiçoado. Então possivelmente criarei outra vaquinha para auxílio em honorários.

Agradeço profundamente sua leitura e ajuda. E independente se você é pai ou mãe, se tem ou não filhos, se é casado ou solteiro ou divorciada. Não olhe pra mim. Olhe pra quem eu busco representar. Busco o que é garantido por lei, não luxo ou extravagância. E por triste que pareça, não importa com quanto contribuir, já terá sido mais do que a genitora já fez desde a separação.

Muito obrigado!

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