
Olá! Eu sou Fabiana. Sou bióloga, empregada CLT, divorciada e mãe de duas crianças, de 7 e 13 anos, ambas diagnosticadas com TEA, TDAH, o mais velho tem altas habilidades e a caçula faz uso de aparelho por surdez unilateral. Vivemos em Campinas-SP e, há 5 anos, no contraperíodo da escola enfrentamos a rotina diária de terapias multidisciplinares pelo convênio, e pedidos constantes de adaptações escolares, que na rede privada daqui é mil vezes pior que na rede municipal. Para reforçar essa luta, virei figura conhecida na Vara da Infância, Conselho Tutelar, vereadores, delegacia civil, grupos de pais atípicos, e colecionadora de protocolos no Procon e ANS. Sem rede de apoio como todas as mães atípicas, desde os diagnósticos minha rotina tem sido uma luta constante entre o equilíbrio entre maternidade, cuidados da casa, e jornada de trabalho, para garantir que minhas crianças tenham o desenvolvimento que precisam, uma infância feliz e um futuro promissor. Vida social? Nem sei mais o que é isso… A força que me sustenta é o amor por eles, tão grande quanto o potencial e a riqueza que, como crianças encantadoras, eles são. Também o apoio e exemplo que posso dar a outras mães nesta mesma jornada individual e solitária, que carrego em minhas lutas, sempre que precisam. O que nos une, além da invisibilidade e exclusão social, é a sororidade, pois para muitas de nós, mesmo que a solução nunca chegue, a esperança precisa ser mantida para que não sejamos parte da dura estatística de suicídio que chega para tantas outras em nossa situação.
Sempre fui trabalhadora CLT e busco prover tudo o que meus filhos precisam, com todas as dificuldades que a CLT carrega: assédio moral, desvalorização profissional, desigualdade de gênero e oportunidades, e dependência do INSS. Consigo, com isso, acesso à saúde suplementar, e a educação é uma dança entre rede pública e privada, por falhas de inclusão, capacitismo e descaso com as crianças. Nessa jornada de 5 anos, após três afastamentos por burnout, cheguei a um ponto insustentável, de ruptura, que hoje me leva a pedir uma ajuda emergencial para não sucumbir.
O Contexto: Onde o sistema falhou
A realidade de quem cuida de crianças atípicas no Brasil é exaustiva. Não existe regalias e direitos, vantagens ou facilidades, como pessoas maldosas pregam. Para garantir profissionais qualificados que o SUS e o convênio não oferecem, preciso pagar o tratamento particular (R$ 4.300,00 mensais) e solicitar o reembolso, situação conquistada sempre após ouvidoria, denúncias, protocolos de denúncia e muita diligência. Advogados são impagáveis e Defensoria Pública nem agenda atendimento se vc trabalha com salário. Nunca exerci a cidadania tão intensamente quando nesse contexto em que direitos fundamentais são sistematicamente violados por todos os lados.
O problema é que o reembolso, que deveria ser um fluxo previsível, tornou-se uma batalha sem resultados novamente. Atualmente, o convênio voltou a recusar os reembolsos, o que criou um "buraco" financeiro no meu orçamento. Eu pago para as crianças não pararem as terapias, mas o dinheiro não volta para pagar as contas de subsistência do próprio mês.
O peso dessa jornada me mantém atualmente em afastamento do trabalho, cujos próprios psiquiatra e psicólogos também pago particular. E como a discriminação e o despreparo estão em todas as esferas da sociedade, o INSS não reconheceu meu adoecimento, negando o pedido atual neste mes de abril. Estou, portanto, sem previsão de salário neste mês de maio, esforçando-me pela minha recuperação para voltar a trabalhar o quanto antes e restabelecer meu salário para os meses subsequentes.
Por que preciso de uma rede de apoio agora?
Os programas de apoio do governo, seja municipal, estadual ou federal, são voltados apenas para pessoas desempregadas e em extrema pobreza (CadÚnico), o que me deixa, junto a todas as outras mães atípicas, em um "limbo": tenho emprego e convênio, mas a estrutura falhou e não tenho a quem recorrer para cobrir esse rombo imediato e sem prazo de encerramento…
O valor de R$ 19.350,00 foi calculado para:
R$ 7.800,00 de reposição do salário não pago pelo INSS (referente ao período de afastamento em abril).
R$ 4.300,00 de cobertura do reembolso de terapias que está retido na negativa do convênio.
R$ 5.900,00 de criação de um fundo de reserva para cobertura do valor mensal para continuidade das terapias.
R$ 1.350,00 que é o custo estimado das taxas que o site aplica.
Esse valor é essencial para que eu tenha recursos, paz, estabilidade e condiçõe para voltar a trabalhar mantendo minha saúde, sabendo que as crianças não terão o tratamento interrompido enquanto aguardo o desenrolar dos reembolsos, sendo a pessoa produtiva, motivada e engajada que sempre fui.
Como você pode ajudar?
Minha prioridade é manter a estabilidade emocional e o tratamento dos meus filhos. Todo valor doado será destinado a cobrir essas faltas causadas pela burocracia e garantir que nosso lar continue em pé enquanto eu recupero minha saúde e minhas condições de trabalho, para que nossa vida volte ao nosso normal.
Se não puder doar, compartilhar este link com sua rede de contatos já é uma ajuda imensa. É um valor baixo e pontual, necessário e muito urgente.
O prazo: as despesas mensais do orçamento doméstico tem data certa de vencimento, e o site leva 15 dias para disponibilizar o crédito da vaquinha. Os vencimentos de minhas contas são todos dia 10, portanto preciso finalizar a arrecadação em curtíssimo tempo.
Transparência: Me comprometo a atualizar a vaquinha com o progresso da situação. Minha intenção é apenas estabilizar este momento de crise para que possamos seguir com dignidade.
Palavras não são capazes de expressar o sentimento de ser socorrida em um momento tão limiar na tênue linha existencial entre o tudo e o nada, mas a esperança de que pessoas ainda tem humanidade para acolher o próximo em um mundo tão inóspito quanto o atual é a chama da gratidão que quero poder transbordar neste mundo. A força e a solidariedade são valores que, juntos, deixaremos marcados neste mundo pelo tempo que nos for possivel habitá-lo.
Difícil todos imaginam é, mas impossível eu tenho certeza que jamais será. Se tocou seu coração, nos ajude, por favor. Obrigada.