
Nem sempre a vida avisa quando algo não vai bem.No final de fevereiro, início de março, eu levantei e algo me chamou atenção: as linhas do chão estavam tortas. Naquele momento, achei que fosse cansaço, excesso de celular e computador, algo simples.No dia **06 de março de 2025**, sentada na minha mesa de trabalho, olhando uma planilha, minha visão ficou turva novamente. As linhas estavam tortas, a imagem distorcida. Avisei minha mãe, pesquisei sobre os sintomas e, sem pensar duas vezes, marquei uma consulta.No dia **10/03/25**, em Cachoeiro, fui ao **primeiro médico**. Após exames, ele percebeu uma grande alteração no meu olho direito, como se houvesse uma “bolha de água” dentro do olho. Ali já ficou claro que não era algo comum. O diagnóstico inicial foi **retinopatia serosa central**. Iniciei o tratamento com colírios e medicamentos, acreditando que em três meses tudo estaria resolvido.Mas os três meses passaram… e as notícias não foram boas.Não houve melhora. Pelo contrário, havia piorado.Fui então encaminhada para o **segundo médico oftalmologista**, que realizou novos exames da retina. Mesmo assim, ele precisava enxergar mais. Precisava ver “com cor”. Para isso, seria necessário um exame que não existe em Cachoeiro: a **retinografia fluorescente (angiofluoresceinografia)**. O destino era Vitória.E mesmo em meio ao medo, Deus continuava cuidando de tudo. No dia em que meu exame foi marcado em Vitória, algo incrível aconteceu: recebi uma mensagem da **Alessandra**, dizendo que precisaríamos ir a Vitória para fazer um curso e que ela iria fechar a agenda — sem saber absolutamente nada do meu exame. O curso caiu exatamente no mesmo dia em que eu estaria lá. Mais uma vez, entendi que não era coincidência.Fiz exames de sangue, fiz a angio e voltei para casa.Senti medo. Senti solidão. Senti incerteza.Retornei então ao **segundo médico**, em Cachoeiro, levando todos os exames. E foi ali que veio a bomba, junto com o laudo:“Você não está com retinopatia serosa. Você está com **nevus de coroide**.”Perguntei: “Doutor, o que é isso?”Com muito cuidado, ele explicou, mas também foi sincero:“É muito raro. Acredito que não seja, mas existe a possibilidade de ser um pequeno tumor.”Meu chão sumiu. Mesmo assim, ele encaminhou meu caso para uma especialista em Vitória. Lá fui eu para o **terceiro médico** — uma médica abençoada, humana, que Deus colocou no meu caminho no momento certo.Confesso que, ao voltar para casa, tentei não acreditar nessa possibilidade.Na consulta com essa terceira médica, ela foi extremamente atenciosa, explicou que o nevus era perigoso e solicitou mais exames, incluindo uma ultrassonografia ocular. E então veio a notícia que ninguém está preparado para ouvir:📌 **Tumor de 2,17 mm no olho direito.**📌 **Suspeita de melanoma de coroide (câncer ocular).**Meu mundo caiu.O dos meus pais, das minhas tias, da minha irmã… caiu junto.Quem me vê sorrindo, rindo, seguindo a vida, não imagina o que estamos enfrentando por dentro.Vieram a ressonância, a tomografia e, com isso, a orientação: eu precisava ir para **São Paulo**, para um especialista no caso. Foi então que conheci o **quarto médico**, que confirmou a gravidade da situação e foi direto:⚠️ É preciso tratar o quanto antes.⚠️ O tratamento indicado é a **braquiterapia**, uma cirurgia que coloca uma placa no olho para conter e tratar o tumor.O problema é que essa cirurgia custa R$ 70.000,00.Um valor que, infelizmente, eu não consigo arcar sozinha.Mas, até aqui, eu não caminhei só. Tive ajuda da minha família, de amigos, e também de pessoas que eu jamais imaginei que estariam ao meu lado. Cada mensagem, cada abraço, cada gesto me sustentou nos dias mais difíceis.Hoje, com muita humildade e o coração aberto, eu peço ajuda.Qualquer valor faz diferença.Eu sigo com fé. Deus nunca soltou a minha mão até aqui, e eu creio que Ele continuará usando pessoas para me ajudar a lutar pela minha visão e pela minha vida.