
Olá, amigos e familiares.
Hoje eu escrevo com o coração apertado, mas cheio de esperança. Preciso falar sobre alguém que é muito mais do que minha irmã. A Marlene da Silva Fagundes foi, na verdade, minha mãe.
Quando eu tinha apenas 3 anos, perdemos nossos pais. E foi ela, com apenas 20 anos, que abriu mão dos próprios sonhos, da juventude e da própria vida para cuidar de mim e da nossa outra irmã, que tinha só 5 anos. Ela nos acolheu, nos protegeu e nos criou com um amor que não cabe em palavras.
A Marlene sempre foi nosso porto seguro. Aquela pessoa que nunca deixou faltar carinho, cuidado e força, mesmo quando tudo parecia difícil.
Hoje, ela vive aqui na minha casa com a minha família e encontra sua maior alegria nos sobrinhos — os olhos dela brilham ao registrar cada momento com fotos, guardando memórias cheias de amor. Mas é justamente esse olhar, tão cheio de vida, que agora está em risco.
Por conta do diabetes, ela enfrenta uma batalha muito dura contra a retinopatia diabética e o glaucoma neovascular. Ela já perdeu completamente a visão do olho esquerdo. Mesmo após enfrentar cirurgias difíceis — como vitrectomia, catarata e a colocação de válvula — a doença continua avançando, com novos derrames.
E agora estamos correndo contra o tempo.
Se ela não realizar a cirurgia com urgência, pode perder a visão de forma irreversível.
Mesmo diante de toda essa dor e dificuldade, o que mais corta o coração é ouvir dela algo tão simples… e tão profundo: ela só queria conseguir enxergar ao menos um pouco novamente.
Voltar a ver os rostos que ama, acompanhar o crescimento dos sobrinhos, registrar mais um momento, mais uma memória…
Essa situação tem sido muito difícil para ela — física, emocional e financeiramente. Mas ainda existe esperança.
E é por isso que estamos aqui.
Qualquer ajuda, por menor que pareça, pode fazer uma enorme diferença. Se você não puder contribuir, pedimos que compartilhe. Às vezes, um gesto simples pode chegar a alguém que pode ajudar.