
Me chamo Tainá Martins, tenho 31 anos e trabalho como engenheira ambiental. Conheci a Oitovidas em 2017, através de uma colega do trabalho. A Oitovidas ajuda centenas de gatinhos abandonados no Rio de Janeiro, e foi lá onde meus filhos Maurinho e Chanel me adotaram. Em 2018, me tornei voluntária dessa mesma ONG, com o intuito de melhorar a qualidade de vida das centenas de gatinhos que permanecem à espera de adoção.
Quem é a gatinha Tainá?
A gatinha Tainá foi abandonada na colônia cuidada pela Oitovidas em 2018. A presidente da ONG a retirou da colônia para cuidados, pois tinha sido atropelada e estava emagrecendo muito. A gatinha Tainá recebeu esse nome em minha homenagem, pois nessa época eu já era voluntária da Oitovidas. Eu a chamo de Tigrada Tainá 😊 Após melhorar, ela foi castrada, e por ser muito mansa, ficou no abrigo esperando por uma família que a adotasse.
O pólipo da Tainá...
Sempre ajudei a Oitovidas de diversas formas. Durante a pandemia, fiquei trabalhando de casa, e vi a oportunidade de dar lar temporário para gatinhos que precisassem de tratamento, para que pudessem ficar saudáveis e serem adotados. Em julho de 2020, percebi que a gatinha Tainá estava com muita dificuldade para respirar na ONG. Apresentava uma enorme quantidade de secreção nasal muito espessa, além de estar com a cabecinha torta, um sintoma comum de otite. Decidi trazê-la para minha casa, ou como eu chamo, o meu home care felino.

Após realizar o tratamento indicado pela veterinária, a Tigrada Tainá não melhorou, e por isso foi feita uma radiografia, que indicou a otite nos dois ouvidos, e um possível pólipo nasofaríngeo.

Levei a Tainá em uma veterinária especialista em otite (no caso dos pets, os veterinários que tratam otite são os dermatologistas), conforme solicitado pela veterinária clínica geral que a estava atendendo. Foi recomendado um procedimento chamado fibroscopia, para avaliar os dois ouvidos da Tigrada Tainá, e limpar toda a secreção que ela tinha nos ouvidos.
Esse procedimento foi feito no dia 31/08 e a princípio seria simples. Entretanto, quando a anestesista foi acordar a Tainá, ela não conseguia respirar. Foi preciso fazer uma traqueostomia de emergência, e uma tomografia, que confirmou a presença do pólipo nasofaríngeo. Todos os veterinários ficaram impressionados com o tamanho do pólipo, e como a Tainá ainda estava viva com ele.

A cirurgia de retirada do pólipo foi feita no mesmo dia. E no dia seguinte, ela teve alta, e voltou para a minha casa. Aparentemente o pólipo parece ser somente inflamatório, ou seja, não é um câncer maligno. Mas faremos biópsia para confirmar.

Tainá foi uma verdadeira guerreira, que lutou por sua vida com toda sua força! Agora ela está ótima, respirando bem, e ronronando muito, coisa que não conseguia fazer devido à secreção e ao pólipo!
Tainá está se recuperando muito bem, e esperamos que em breve ela encontre uma ótima família, que a ame tanto quanto eu. Claro que eu gostaria de adotar a Tainá, assim como muitos outros que já passaram pelo meu lar temporário. Entretanto, ainda existem centenas de gatinhos na ONG esperando por adoção, e muitos deles também precisam de tratamento. Portanto, eu entendo que minha missão é tratar esses gatos para que sejam adotados por famílias que irão cuidar tão bem deles como eu cuidei.


Os gastos com o tratamento da Tainá já ultrapassaram 5 mil reais. Como voluntária da ONG, eu sempre paguei todo o tratamento dos gatinhos que já passaram pelo meu lar temporário e foram tratados por mim. Entretanto, como os gastos da Tainá ficaram muito altos, eu parcelei tudo o que pude. Sendo assim, fiz essa vaquinha para arrecadar parte do valor do tratamento da Tainá, para que eu possa pagar as parcelas futuras, e continuar meu trabalho voluntário de reabilitação de gatinhos para adoção. A outra parte, será uma contribuição minha, como voluntária, dentro das minhas possibilidades financeiras.




Eu gostaria de agradecer a todos e todas que torceram pela Tainá, e me ajudaram de alguma forma. Todas as vidas importam, e se cada um fizer um pouquinho, podemos construir um mundo melhor. Eu sei que não posso salvar todos os gatos, mas eu fiz tudo o que pude pela Tainá, ela lutou, e graças ao esforço conjunto de muitas pessoas, ela poderá viver como uma gatinha saudável daqui para frente!
