
Quem passa pela Praça XV, no Centro do Rio, provavelmente já conhece o tabuleiro, o acarajé e o sorriso da Ciça. Mas talvez nem todo mundo conheça a história que levou essa baiana a escolher justamente aquele lugar para construir sua trajetória.
A Ciça chegou ao Rio de Janeiro vinda da Bahia e fez do ofício de baiana de acarajé não apenas seu trabalho, mas também uma forma de manter vivas tradições, sabores, saberes e manifestações da cultura afro-brasileira.
E sua chegada à Praça XV tem uma história muito especial.
Ainda recém-chegada da Bahia e conhecendo pouco o Rio de Janeiro, Ciça passava de ônibus pelo Centro acompanhada do marido quando recebeu de Cosme e Damião a indicação para descer e seguir até o lugar onde hoje está seu ponto.
Naquela época, a região tinha pouco movimento e quase nenhuma estrutura. Quando Ciça decidiu que queria trabalhar justamente ali, até seu marido estranhou a escolha. Mas ela acreditou naquele lugar. Procurou a Prefeitura, conseguiu autorização e começou, aos poucos, a construir seu ponto e conquistar sua clientela.
A Praça XV se tornou sua casa de trabalho e um espaço de encontro, cultura, fé e resistência.
Como forma de agradecimento a Cosme e Damião, que para Ciça tiveram papel fundamental nessa história, nasceu também uma tradição que atravessa os anos: o Caruru de Cosme e Damião da Ciça.
Todos os anos, Ciça prepara o caruru e distribui gratuitamente na Praça XV, reunindo pessoas em torno da comida, da fé, da cultura e da partilha.
Neste ano, essa história vai se repetir.
No dia 28 de setembro (segunda), tem Caruru de Cosme e Damião da Ciça na Praça XV.
Para colocar as panelas no fogo e preparar comida para tanta gente, é preciso comprar ingredientes e todos os materiais necessários para o preparo e a distribuição. Por isso, esta vaquinha foi criada.
Quem não puder contribuir financeiramente também pode ajudar compartilhando esta vaquinha.
Vamos ajudar a colocar a panela no fogo e fazer mais um Caruru de Cosme da Ciça acontecer!
Vakinha administrada por Norton Tavares.