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Autobiografia da Duda

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Autobiografia da Duda
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“Quando Pensei Que Era o Fim”. Esse é nome do livro autobiográfico de Maria Eduarda dos Santos Dias, de 14 anos, que escreveu a obra após passar por uma longa jornada na luta contra o câncer, há cinco anos. Em 100 páginas, a jovem moradora de Sobradinho II relata a trajetória de superação que viveu durante seis meses de tratamento, quando tinha 9 anos.

Tudo começou em 2011, quando a mãe, Dirlene Venceslau dos Santos Dias, de 38 anos, ficou sabendo que havia um tipo de tumor maligno, conhecido como sacorma sinorvial, no pé da filha. “Ela sentia dores no pé frequentemente. Fomos, então, ao médico para tentar descobrir do que se tratava.”, conta Dirlene.

A mãe de Duda, como a jovem gosta de ser chamada, fala sobre a importância de ter descoberto a doença logo no início. “Desconfiamos que havia algo errado porque ela tinha dificuldades para calçar os sapatos. Quando finalmente pegamos o resultado da biópsia, foi possível identificar o que ela realmente tinha. Depois, começamos os procedimentos para começar a cirurgia”, relata Dirlene.”

Após a cirurgia, Maria Eduarda passou a ir ao hospital uma vez por semana para trocar o curativo. A mãe conta que o procedimento foi delicado e a enfermeira precisou aplicar anestesia no pé dela durante três semanas.

Maria Eduarda, que cursava a 3ª série no Centro de Ensino Fundamental N° 8 de Sobradinho II, ficou afastada da escola por seis meses, mas isso não prejudicou a aprendizagem da jovem, que realizava as atividades escolares no hospital. “Na época, os professores mandavam os exercícios pelo meu marido, o que ajudou com que ela não ficasse prejudicada”, informa Dirlene.

Duda não precisou de radio e quimioterapia. Dirlene conta que, segundo os médicos, o tratamento só seria necessário se o tumor estivesse avançado, o que não era o caso. Mas o alívio deu lugar ao susto quando, três anos após o tratamento, foi descoberto um tumor no pulmão da jovem. “Isso ocorreu em setembro de 2014, quando o médico pediu para voltarmos em janeiro para novos exames. Mas quando voltamos, um milagre: o tumor havia desaparecido”.

Hoje, Duda leva uma vida saudável e a única marca é uma cicatriz no local da cirurgia.

A ideia de escrever o livro

Com maturidade, Duda conta hoje que, se fosse necessário, passaria por tudo outra vez, pois aprendeu a ser forte e a valorizar a vida. É essa história de força de vontade que ela detalha em seu livro. “Começo falando sobre o dia em que descobri a doença, depois relato minha infância. Isso induz a um pouco de suspense, mas é bem legal. Quero que o projeto ajude a todos que passam por momentos difíceis. As pessoas precisam entender que a fé é algo muito lindo”, diz.

A jovem, que mora com os pais e com o irmão mais velho, conta o que a levou a ter ideia para escrever a autobiografia. “Minha família e amigos me apoiaram muito, ficaram do meu lado durante todo o tratamento e estão até hoje. Eu tinha que passar isso adiante”, relata Maria Eduarda. “Comentei isso com uma das minhas professoras e ela me deu a ideia de escrever o livro. Eu amei a dica porque posso ajudar outras pessoas com a minha história, um conto real que consegui superar”.

Texto: Rosana Jesus, jornal de Brasilia

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