
Olá, amigos, familiares e todos que estão lendo isso com o coração aberto.
Minha mãe, era uma mulher forte, guerreira e cheia de vida. Aos 66 anos, em 2019, ela recebeu o diagnóstico que mudou tudo: câncer de mama em estágio inicial. No começo, achamos que seria "só" uma batalha dura, mas vencível. Ela enfrentou quimioterapia, radioterapia e uma mastectomia – cirurgias invasivas que deixaram marcas no corpo e na alma. As dificuldades do tratamento eram imensas: as sessões de quimio a deixavam exausta, com náuseas constantes, perda de cabelo e uma fraqueza que a impedia de fazer as coisas simples do dia a dia, como cozinhar para a família ou passear com os netos. Ela perdia o apetite, sofria com dores crônicas e infecções que surgiam do nada, porque o sistema imunológico ficava destruído. Eram noites sem dormir, visitas constantes ao hospital e um custo emocional enorme – ver alguém que sempre cuidou de nós agora precisando de cuidados 24 horas por dia.
Mas o pior veio depois. Após um ano de remissão, o câncer voltou, e dessa vez com uma agressividade brutal. Os médicos chamam de recidiva metastática: ele se espalhou para os ossos e pulmões, tornando o tratamento ainda mais intenso e doloroso. As quimioterapias viraram paliativas, com efeitos colaterais que pareciam intermináveis – inchaços, fadiga extrema, depressão e uma luta diária para manter a esperança. A volta do câncer é cruel porque não dá trégua: ele progride rápido, resiste aos medicamentos e exige terapias caras, como imunoterapias ou remédios importados que custam milhares de reais por mês. Minha mãe lutou com todas as forças, mas os custos médicos esgotaram nossas reservas – consultas, exames, remédios e internações, e ainda assim, não foi o suficiente para salvá-la. Ela nos deixou em 09/12/2025, após meses de sofrimento, mas com um legado de amor e resiliência.