
A retomada Mbya Guarani de Canela, a TEKOA KURITY, precisa de seu apoio para melhoria da estrutura da comunidade.
Com o valor arrecadado espera-se:
Leia mais sobre a Retomada Mbya Guarani de Canela:
Há um ano, a Aldeia Mbya Guarani Kurity retomou seu território ancestral em Canela, onde viveram seus antepassados. São 33 crianças, adultos/as e idosos/as que precisam de apoio e solidariedade, tendo em vista que, ao retornar para o local, ao andar pela mata, os Guarani encontraram uma terra degradada pelo homem branco e sua lógica desenvolvimentista. Quase já não há mata nativa no território, ás arvores que ali proliferaram, não geram frutos para sua nutrição, nem material para a construção de suas casas tradicionais, seus remédios, seu artesanato.
"Desde 1500 quando os Portugueses chegaram, meus parentes são assassinados, expulsos de seus territórios e chamados de invasores. Não somos invasores, somos o povo Guarani", disse Marcelino Kuaray, cacique da Aldeia Mbya Guarani Kurity.
Mas o povo Guarani resiste, pois, este território é herança de seus ancestrais muito antes da chegada do homem branco. E segue sua luta, sonhando em reflorestar seu território, melhorar sua estrutura e assim fortalecer a resistência na luta por seu território e por seu tekó porã, seu bem viver.
A comunidade enfrenta o desafio de se abrigar do frio e chuvas. Seus telhados de lona frequentemente precisam ser trocados. De conseguir alimento, já que não encontram na mata as frutas que antigamente nutriam suas famílias. De conseguir mudas, de plantar as árvores nativas e frutíferas, de conseguir ferramentas e abrir suas roças. A fonte de água utilizada é um riacho, que fica turvo em dias de chuva, havendo a necessidade de uma caixa para armazenamento da água. Há também a necessidade de energia, pois sem ela não é possível se comunicar com os parentes, solicitar atendimento a saúde quando necessário, por exemplo.
Em andamento, há uma campanha de arrecadação de mudas para plantio e reflorestamento do território, o que beneficiará não somente a comunidade, mas a fauna, e toda a biodiversidade local.
Essa vaquinha surge da necessidade de acesso a itens que tem um custo financeiro mais alto, embora sejam fundamentais para a vida de todas as pessoas. O modo de vida Guarani é muito simples, mas não podendo encontrar tudo aquilo que necessita na mata como antigamente, devido a devastação da mata pelo processo colonizador e capitalista, o povo guarani precisa comprar alguns materiais. Através desta vaquinha espera-se atender essas necessidades que são básicas, urgentes, e muito importantes para a resistência da comunidade.
Apoie essa luta que não é só do povo Guarani. Ao serem guardiões da mata, eles protegem a vida de todos nós.
Hae'vete! (Gratidão)