
Na figura de Adelmo Costa, presidente do Apáxes, vinhemos comunicar que: Em 15 de fevereiro de 2026, o bloco Apáxes do Tororó volta ao Carnaval da Bahia com a força das comunidades indígenas. Esta vaquinha é para garantir que os parentes estejam presentes em corpo, canto e ritual, sem que a falta de recursos impeça nossa história de participar de um momento significativo para nossa cultura.O carnaval de Salvador-BA, historicamente, também foi formado por contribuições e mãos indígenas. O Apáxes, desde a década de 1960, foi berço para diversas pessoas indígenas, de diversas etnias que residiam em Salvador, e também “Cabôcos” descendentes de comunidades Tupinambá que se estabeleciam até a década de 70 em meio às matas nas beiras dos rios que cortavam KIRIMURÊ (Salvador). A nossa musicalidade, nossa forma de se expressar, e a cara nordestina, tem raiz e presença indígena. E que cada vez mais a gente possa enxergar isso!
Nós, do Bloco Carnavalesco Apáxes do Tororó-Salvador-BA, estamos em missão de reavivamento do nosso movimento carnavalesco, e retomada do nosso lugar na história da produção cultural e simbólica da Bahia, bem como fortalecimento das ações sociais desenvolvidas há mais de meio século. Apáxes é o mais antigo bloco de expressão indígena e afro-brasileira em atividade no estado. Primeiro bloco a inovar o carnaval da Bahia em diversos aspectos como trio com som próprio e estética cenográfica, inserção de profissionais de segurança e saúde, além de serviços de bar móvel, primeiro bloco a gravar LP em ambiente externo, entre outras. Contribuindo de forma marcante para a evolução de uma das maiores festas populares do planeta. O Bloco Apáxes do Tororó é a cara e parte da alma do Carnaval, e da cultura da Bahia.
Historicamente, desde a década de 90, o Apáxes sempre estabeleceu conexão com algumas comunidades indígenas do Nordeste, que se fizeram presente na Avenida reivindicando o olhar, em uma luta por reparação histórica, política e ambiental. Guardando profunda relação em especial a Aldeia Kiriri do Saco dos Morcegos/Banzaê-BA e o Coletivo Wetçamy/Palmeiras dos Índios-AL.