
Me chamo Janaina e junto com alguns colegas de trabalho criamos a vakinha para a ajudar nossa colega Eva. Ela tem Otosclerose Coclear e por erro em um diagnóstico médico, infelizmente já não é mais possível cirurgia reparatória. Abaixo vou deixar a história contada pela própria Eva.
Hoje é um ótimo dia para mudar vidas!! Vem com a gente nessa!!
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“Eu ouvia normal. Quando criança estudei em escola normal, aprendi ler, escrever me comunicava normalmente. Cresci, casei, tive minha primeira filha aos 23 anos, sempre sendo ouvinte normal. Quando minha segunda filha nasceu eu estava com 30 anos, e eu comecei a sentir que não estava ouvindo bem. A primeira impressão é que não se está prestando atenção, aí se esforça para ouvir, força a atenção, mas não ouve, mas eu ainda ouvia basicamente bem. Dois anos mais tarde eu voltei a engravidar perdi o bebê. Foi aí que a perda acelerou.
Porque eu falo da gravidez? Porque essa doença as vezes está no organismo e só se manifesta durante a/ou uma gravidez.
Depois disso procurei ajuda médica, fiz exames, foi constatado uma perda auditiva de uns 30% e tive um diagnóstico errado, e que nada poderia ser feito e para eu voltar só se fosse para pôr aparelho auditivo (naquele momento eu não sentia necessidade pois ouvia basicamente bem).
Mas como o diagnóstico foi errado e não se descobriu a doença certa, eu continuei perdendo até ficar muito incomodada e ouvindo pouquíssimo, voltei, agora em outro médico que pediu outros exames e foi em uma tomografia que ele descobriu, que o que eu tinha, era essa doença e que estava muito avançada, e que agora sim, já não tinha mais como fazer a cirurgia reparatória. (Eu estava com uma perda de 70% da audição)
Aí comprei aparelho, o que melhorou muito. Usei esse aparelho até 2019, que mesmo ultrapassado e vencido ainda me ajudava. Depois pifou.
Hoje minha perda auditiva, baseada em exame feito em dezembro de 2021 está em torno de 95%. Segundo a Fonoaudióloga que me atendeu, ainda tem aparelho que pode me ajudar, ajudar a ouvir ao menos um pouco.
E estou aqui cheia de esperança de novo, de poder melhorar ao menos um pouco. ”