
Tudo pode parecer estar perdido – mas ainda tem terra!
AMAZONA é um espetáculo itinerante que começa num espaço fechado e explode pelas ruas, a contar a história de uma guerrilha de mulheres que decide fazer a vingança da terra sobre a cidade. Junto com o público, elas plantam sementes pelas frestas do asfalto, esperando o dia em que a mata vai brotar pelo concreto e tomar a cidade de volta para si. 🌱
O processo de AMAZONA tem início 10 dias depois da execução da vereadora Marielle Franco, quando nos encontramos tentando encontrar uma forma de responder propositivamente e não reativamente ao estado das coisas.
Foram sete meses de processo pelas ruas do Rio de Janeiro e mais de 20 artistas colaboradores para chegar a uma dramaturgia inédita, que dialoga diretamente com a situação política, social e ambiental do país hoje. A partir dos materiais que coletamos, das histórias que ouvimos, chegamos à trama dessas mulheres que abrem mato sobre o asfalto esperando o dia em que a natureza vai tomar de volta a cidade.
AMAZONA foi listada pelo Jornal do Brasil como um dos destaques da cena teatral carioca do ano. O projeto é parte da pesquisa “Aventura estranha”, desenvolvida por Ricardo Cabral, autor e diretor do espetáculo, dentro do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ.
AMAZONA é a terceira criação do Teatro de Caminho, que nasce em 2014 com "Casa vazia", espetáculo de 24 horas de duração que acontecia em casas da cidade. Em 2017, seguimos a pesquisa de site-specific em "Eu vou aparecer bem no meio do seu sonho", que acontecia nas ruínas de uma biblioteca abandonada. Em 2018, levamos a itinerância pra rua e explodimos a relação de site-specific com AMAZONA.
Realizamos nossa temporada de estreia no Rio de Janeiro em outubro de 2018. Escolhemos sustentá-la através da contribuição consciente, e, agora, seguimos apostando nessa forma de financiamento para irmos contar essa história do outro lado do oceano.
Fomos selecionadas para participar da segunda edição do Festival Feminista de Lisboa, que acontece agora em Maio, com o tema "Feminismos: a luta no quotidiano”.
O Festival Feminista de Lisboa é autogerido, sem fins lucrativos, inclusivo, interseccional, intercultural, antifascista, antirracista e anticapitalista. Esta segunda edição do evento acontecerá na cidade durante todos os finais de semana de maio de 2019, e a sua programação contará com atividades como exposições, debates, workshops, performances, concertos, etc. que serão realizadas em diversos locais da cidade.
O Festival foi agraciado recentemente com o Prémio Municipal Madalena Barbosa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em parceria com a CIG - Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, pelo trabalho desenvolvido em 2018, seu primeiro ano de atividade, no âmbito da promoção da igualdade de género.
Vamos fazer essa guerrilha atravessar oceano e espalhar sementes por um território que também conta muito da gente. Somos 6 artistas a realizar o espetáculo. Precisamos da sua contribuição para comprar nossas passagens e chegar lá!

AMAZONA
com Anna Clara Carvalho, Camila Costa, Chris Igreja, Marcéli Torquato, Victor Seixas
direção e dramaturgia: Ricardo Cabral
colaboração de direção: Mayara Máximo e Rafaela AmoDeo
direção de arte: Anna Clara Carvalho e Gunnar Borges
colaboração de dramaturgia: Andrêas Gatto, Anele Rodrigues, Anna Clara Carvalho, Camila Costa, Carolina Calcavecchia, Chris Igreja, Elmir Mateus, Gunnar Borges, Jefferson Santos, Mariah Valeiras, Mauricio Lima, Mayara Máximo, Nina Harper, Rafael Ribeiro, Rafaela AmoDeo e Rafaela Azevedo
orientação de pesquisa: Livia Flores
fotos e vídeos: Carolina Calcavecchia
identidade visual: Flavia Trizotto
edição do vídeo da campanha: Gustavo Ruggeri
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