
Olá gente, eu sou Tainá, Eu sou mãe.E tudo o que fiz, fiz por amor.Minhas filhas, que vou chamar aqui de A e C, estavam morando com o pai em outro estado há cerca de dois anos, longe de mim.Eles moravam no Amazonas, dentro de uma Vila Militar.Eu moro no Rio de Janeiro, com minha filha mais velha — a única que não aceitou ir.Minha filha mais velha foi firme.Ela sentiu que não era o lugar dela pois nunca confiou na madrasta e ficou comigo.A e C eram menores quando foram. Estavam fascinadas com a viagem, com a mudança, com a ideia de uma nova vida. Eu não queria. Meu coração não aceitava. Mas eu respeitei o desejo delas, achando que amar também era permitir.Eu nunca imaginei que, ao longo desses dois anos, minhas filhas estariam vivendo uma sequência de agressões escondidas atrás do silêncio.Sempre que eu ligava, algo me incomodava.Minhas filhas apareciam nas chamadas usando roupas compridas, mesmo em dias quentes.Eu não conseguia ver direito seus corpos.Elas falavam pouco.Nunca estavam à vontade.Elas não diziam nada.Por puro medo.Medo da madrasta, que as ameaçava para que ficassem caladas.Nenhuma conversa acontecia sem supervisão.Tudo era controlado. Tudo era vigiado.A madrasta era blogueira.Produzia conteúdos na internet e também no meio militarE, ironicamente, falava — acreditem ou não — sobre maternidade.Enquanto nas redes mostrava cuidado,dentro de casa minhas filhas viviam medo, agressões e silêncio.O pai delas é militarNo final do ano de 2025 quando ele viajou a trabalho para a madrasta viu uma oportunidade.Nesse período, a filha mais velha da madrasta foi passar as férias na casa deles.Uma menina mais sabida, mais consciente do que estava acontecendo.Ela percebeu os maus-tratose fortaleceu minhas filhas para denunciarem tudo o que vinham sofrendo em silêncio.A madrasta deixou seus filhos e minhas filhas — as enteadas —aos cuidados de uma amiga,na casa deles na Vila Militar. Mesmo assim, as meninas encontraram coragem.Elas ligaram para mim escondidas dessa amiga,com medo de serem descobertas,e ali, depois de dois anos caladas,contaram tudo o que eu não fazia ideia que estava acontecendo. Entre as agressões, houve uma que quase me destruiu:C teve a cabeça aberta em uma das agressões e precisou levar pontos.Além das marcas físicas, ficaram as marcas invisíveis.As agressões psicológicas.O medo constante.Traumas que elas ainda vão carregar por um tempo.Eu ouvi tudo.E o chão desapareceu sob os meus pés.Agimos imediatamente.Tirei dinheiro de onde eu não tinha para resgatar minhas filhas em outro estado com o coração na mão. As meninas passaram por exame de corpo de delito.eu não sou rica.Eu sou gerente de um restauranteMas eu sou mãe.Hoje, seguimos lutando por justiça.Essa luta está só começando.E, no meio de tudo isso, eu venho pedir ajuda.Criei uma Vakinha para tentar recuperar ao menos o valor das passagens que precisei pagar para buscar minhas filhas.A meta da Vakinha é ( ida $3.024,00 volta minha mae pegou emprestado com amiga $3.000,00 para pagar com $ 6.000,00 pegou $ 4.000,00 sem juros $2.280,00 no cartao de um familiar ) valor total : $15.658,04 . Fora que minhas vieram somente com roupa do corpo , pois nao pudemos nem ir para busca as roupas delas . Se você puder ajudar com qualquer valor, estará ajudando uma mãe que atravessou estados, medo e dificuldades para salvar suas filhas.Ainda estou buscando justiça.Esse é apenas o começo.Que essa história sirva de alerta.Que nenhuma criança precise sofrer em silêncio.Quando uma criança encontra coragem para falar,ela precisa ser ouvida — e protegida.E eu não vou parar.