
Yuri Machado, de 5 anos, mesmo pequeno tem passado por inúmeros procedimentos em hospitais de Porto Alegre. Desde junho do ano passado, foi descoberto um tumor no cérebro, em um local difícil para ser operado, mas que não fez com que o menino perdesse a alegria e a inocência de uma criança. No entanto, nos últimos dias, Yuri tem demonstrado piora no quadro, perdendo os movimentos nos braços e ficando com dificuldades para falar e andar. Por causa disso, a família, moradora de Vera Cruz, pede a ajuda da comunidade. O pai, Roberto Machado, conta que tudo começou quando Yuri passou a ter muitos quadros gripais, perdeu a vontade de ir à creche que era algo que ele gostava, e passou a dizer que não enxergava direito. Ele foi levado, várias vezes, ao médico e eram receitados antibióticos. A família clamava por uma tomografia, que não foi feita. "No final de semana levamos ele no plantão. Aí na segunda ele foi para a creche, e quando foi às 9h nos ligaram que ele estava caindo e dizendo que não enxergava", fala o pai. A partir daí começou uma sequência de exames que diagnosticaram o tumor. "Os médicos não querem operar, porque falam que é um local difícil, no centro do cérebro, e que este tumor vem de dentro para fora", explica. Yuri tem um dreno na cabeça para eliminar líquido que acumula no cérebro e já fez inúmeras sessões de radioterapia. "Mas nos últimos dias ele piorou, não consegue nem mais pedir as coisas para nós. Se alimenta apenas de coisas mais líquidas. Não sabemos mais o que fazer, por isso pedimos esse apoio da comunidade. Queremos que o tratamento seja feito e também precisamos ouvir a opinião de outros médicos que possam nos ajudar. Não queremos perder ele", clama o pai. Além de todo o sofrimento, o pai acabou sem emprego, já que precisava acompanhar o filho. A mãe, Luana Fernandes, estava grávida e teve a pequena Sophia, no último dia 23. Os dois ainda têm Kauã, de 11 anos. O misto de sentimentos de alegria, com a chegada da caçula, se misturam à tristeza. "O Kauã já entende a situação e conseguimos ver como ele sente, está triste, mas parece ser o mais forte de nós", desabafa Roberto, em prantos. Ajuda Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelos telefones (51) 9 99423550 ou (51) 9 99493058.