

Sou Takumã Kuikuro, cineasta e coordenador do Coletivo Kuikuro de Cinema (CKC), criado em 2002 nem nossa aldeia, com o apoio do Vídeo nas Aldeias e do Projeto Documenta Kuikuro (DKK) do Museu Nacional, da UFRJ. Desde, então, produzimos vários documentários premiados em festivais nacionais e internacionais, tais como O Dia em que a Lua Menstruou (2004), Cheiro de Pequi (2006), As Hiper Mulheres (2011), Karioka (2013), London as a Village (2015), entre outros.
Com a nossa experiência, resolvemos também atuar na formação audiovisual de novos indígenas, oferecendo oficinas no Parque Indígena no Xingu e em outras terras indígenas do país. Junto com outros colegas, temos espalhado e compartilhado nosso conhecimento pelas aldeias do país.
Todas essas nossas atividades foram bancadas por projetos da nossa associação, chamada Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu (AIKAX). Recebemos apoio de órgãos públicos e de ONGs. Durante muito tempo foi possível trabalhar dessa maneira. Há dois anos, porém, os recursos desapareceram completamente e mesmo projetos aprovados não foram implementados.
E agora chegamos ao limite, pois precisamos de equipamentos para trabalhar. Nossa única câmera está velha, assim como nosso microfone. Surgiu a oportunidade de comprar uma câmera e microfone no exterior, mas não temos dinheiro agora para isso. Daí estarmos pedindo a ajuda de todo mundo. Tomara que vocês possam contribuir! Queremos continuar o nosso trabalho artístico e de capacitação de novos talentos do cinema indígena.
Abraços a todos e desde já obrigado
üle tsügütse
Takumã, 5 de setembro de 2016

