
O Arthur é portador de deficiência visual. Ele tem 12 anos de idade e está no 7º ano. Estuda em uma escola regular, que todo ano avalia se ele tem condições de ir para aquela série. Atualmente, as atividades avaliativas são orais.
Vou resumir um pouquinho a história do Arthur. Aos 3 meses de vida, houve uma suspeita de que ele não enxergava, porque sempre que o colocávamos em qualquer posição na cama, ele ficava. Você poderia sair daquele local, mas ele permanecia na mesma posição e nem sequer pegava objetos. Então, minha mãe, que teve 5 filhos, sabia que havia algo de errado com ele. Fomos à pediatra, como de costume, e perguntei à Dra. com quantos meses a criança começaria a enxergar nitidamente. Ela disse que seria a partir do 5º mês, mas o Arthur já estava com 5 meses. Aí a ficha caiu. Começamos a busca por um oftalmologista para saber o que o Arthur tinha, se era só estrabismo devido a forçar para ver, mas a realidade era outra. Então, após passar por vários oftalmologistas e ser cobaia para estudos que visavam descobrir a causa da deficiência, foram anos até que viesse um resultado. A Dra. me disse: "Seu filho tem ACL, AMAUROSE CONGÊNITA DE LEBER." O que isso significa? Ele poderá levar uma vida normal, mas não vai enxergar. Ele tem o nervo óptico morto e não há cirurgia disponível.
Hoje, estamos aqui fazendo essa vakinha para que Arthur tenha autonomia para comprar os materiais em Braille que ele precisa, como uma linha Braille, que custa muito caro. Ele irá precisar da bengala, da reglete com a punção e do soroban. O material mais caro até o momento é essa linha Braille. Infelizmente, temos que criar a vakinha para comprá-los, pois o governo não fornece. Atualmente, moramos em uma cidade que, graças a Deus, tem muitos recursos para ele.