
Olá! Me chamo Audri, esse é meu pai. Ele sofreu acidente de caminhão no dia 04/02/2021 acreditamos que ele passou mal dentro da cabine, pois estava em velocidade baixa com o caminhão (segundo relatos de testemunhas). Ficou na UTI por 4 meses, foi diagnosticado pelos médicos com LAD GRAU 2 (Lesão Axonal Difusa).
Essa lesão é a perda das funções cerebrais e estado vegetativo. As sequelas são: espasticidade e ataxia.
Nesse período internado ele pegou MUITAS bactérias que contribuíram para piora do seu quadro, perdeu muitos kilos, perdeu pedaço da língua, dentes quebrados, teve 3 úlceras de pressão (escaras) enormes, por estar totalmente desnutrido as feridas chegavam no osso, nós não podíamos entrar ver ele por causa da pandemia. No dia 18/05/2021 conseguimos tirar o pai do hospital e ele finalmente veio pra casa, com sonda nasoenteral (alimentação via nariz), com traqueostomia, espasticidade grau 4. Larguei tudo pra cuidar do pai pois ele precisa de cuidado 24hrs (somente a mãe trabalha, ela é técnica de enfermagem).
As expectativas para os médicos eram 0, a maior chance que o pai tinha era de ficar em estado vegetativo pra sempre, no caso, não lembraria de mais nada, não responderia aos comandos, não se mexeria, não faria mais nada.
Desde que o pai veio pra casa, tivemos grandes vitórias (que pareciam impossíveis antes), como: ganho de peso, retirada da sonda e retirada da traqueostomia.
Hoje o pai come pela boca, consegue levar o alimento até a boca (com uma ajuda), consegue respirar pelo nariz, responde aos nossos comandos e aos estímulos emocionais, tem total consciência e lembra de várias coisas que antecedem ao acidente.
Estamos na luta ainda, pois ficaram as sequelas que estamos correndo contra o tempo (pois quanto mais o tempo passa, menores são as chances). As sequelas que ficaram são a espasticidade (“atrofia”) e a ataxia (perda progressiva dos movimentos de dedos, mãos, braços, pernas e do equilíbrio, tônus muscular, deglutição e fala).
Por ele ter consciência todos os dias ele pede (escreve) pra sair da cama, pra ajudar ele andar, pra ir no caminhão dele… como filha, dói demais ler esse pedido e não conseguir realizar. Porque tudo que está ao nosso alcance estamos fazendo, porém os remédios e tratamentos que podem ajudar a melhorar são caríssimos.
Pai era uma pessoa muito ativa, agitada, de ajudar e fazer tudo. E hoje por ele não conseguir sair da cama, falar, fazer suas coisas… o pai começou a ficar totalmente desanimado, depressivo e com crises de ansiedade fortíssimas.
Foi onde nosso fisioterapeuta sugeriu levar o pai conhecer a equoterapia (um trabalho social que existe na nossa região) que pode ser que ajude o pai. Nesse encontro gravei vídeos do pai para nossa recordação e um dos vídeos é do pai conhecendo o cavalo Paçoca, que foi um momento MUITO emocionante dos dois, foi coisa de Deus! Postei no meu perfil pois compartilho um pouquinho da minha vida nas redes sociais, e esse vídeo viralizou na internet, repercutiu por muitos países e muitas pessoas puderam conhecer um pouco da nossa luta, da história da minha família e do amor que temos um pelo outro.
Como disse anteriormente, hoje nossa luta é pra melhorar a espasticidade do pai, e assim ele ter uma qualidade de vida melhor (do que somente deitado na cama).
Moramos em sobrado que o pai estava construindo, está no bruto ainda, nossas janelas são de forro, ganhamos uma porta de vidro para o quarto de cima que é onde o pai fica por ser o cômodo mais quentinho e com entrada de sol. Fica difícil de tirar ele do quarto pra descer as escadas. Nosso carro não é adaptado, aí é bem complicado quando precisamos levar o pai em consulta, temos que colocar colchão pra deixar um pouco confortável porque ele sente muitas dores nas feridas ( que é no “cóccix” e no quadril, uma de cada lado) e dor nas pernas por conta da espasticidade. Moramos na região metropolitana de Curitiba, então é muito longe pra levarmos ele e é muito difícil conseguir profissionais que atendam a domicílio e na região que moramos. Quando encontramos cobram uma fortuna pra vir até aqui atender o pai. É muito difícil precisar da saúde.
Pai não tem plano de saúde, está sem acompanhamento de médicos porque é muito caro e não temos condições de pagar todas as especialidades que o pai precisa ter acompanhando e tratando ele.
Pai precisa de acompanhamento com : fisioterapeuta, neurologista, oftalmologista, terapeuta ocupacional, psicólogo e nutricionista. (No momento o pai só tem o acompanhamento com fisioterapeuta)
Fora os exames de sangue que tem que ser feitos com frequência para ver o funcionamento dos órgãos.
Isso é um pouco da nossa história e das dificuldades que temos.
Essa vakinha foi criada pra quem quiser ajudar de coração no tratamento do pai 🫶🏼
Que Deus lhe abençoe 🙏🏼
Para saber mais da nossa história e acompanhar o tratamento do pai: @audriespake