
Para saber um pouco mais da história da Juliana fizemos uma curta entrevista com ela em que você pode acompanhar aqui:
Juliana nos contou que quando criança sofreu um acidente e por conta disso acabou perfurando o tímpano de ambos os ouvidos. Na época, por conta do acesso a saúde e disponibilidades de tratamento em sua cidade natal, Itaporanga-PB, não pôde fazer o acompanhamento e ter os cuidados necessários. Por isso, acabou realizando um tratamento tardio ao chegar em São Paulo, o que hoje impossibilita uma cirurgia pela sua idade adulta e a forma que ocorreu a cicatrização da lesão.
Pode parecer algo simples, mas essa lesão causa perda gradativa da audição, o que dificulta a cada dia ações e interações que fazem parte do dia de muitas pessoas. A baixa audição não só dificulta com que Juliana ouça com clareza, mas também pode gerar certa confusão pela bagunça que os sons ambientes podem causar. Ela até nos relata que um dia no escritório a incomoda bastante por prejudicar seu foco, por isso ultimamente o trabalho remoto tornou-se sua maior realidade onde consegue se isolar sonoramente e desenvolver suas tarefas com maior tranquilidade.
Um aparelho auditivo a ajudaria a ter mais autonomia, por exemplo, andar na rua se torna uma dificuldade quando não escutamos os sons ambiente com clareza e Juliana passa por isso frequentemente. Até mesmo a rotina dentro de casa acaba sendo adaptada, assim como relata Juliana: “Já não consigo assistir televisão há anos. Para escutar o som da TV preciso deixar em um volume muito alto, o que faz com que as pessoas da casa reclamem e incomode até mesmo os vizinhos. Por isso, hoje acabo assistindo tudo pelo celular porque consigo utilizar fones de ouvido e controlar o volume sem incomodar as pessoas ao redor. São vários detalhes como esse que um aparelho auditivo mudaria muito em minha vida.”