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Vakinha de
Igor Leonardo
Salvador/BA

Ajude Igor a comprar sua passagem e estagiar no Canadá

Objetivo
R$ 12.000,00
Arrecadado
R$ 3.345,00
$ contribua

Oi! Preciso de sua ajuda para conseguir realizar um intercâmbio na Universidade de Québec em Montréal, no Canadá. No dia 28 de junho deste ano, recebi a mensagem de aprovação para participar do Programa de Futuros Líderes das Américas em um estágio de 06 meses. A viagem está programada para fim de dezembro. Meu período de estágio será de 07 de janeiro a 07 de julho de 2019.

Criada em
30/07/2018
Encerra em
10/11/2018

Olá, me chamo Igor, tenho 22 anos, sou gay, estudante do bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade, na Universidade Federal da Bahia, moro em comunidade periférica de Salvador/Ba, e estou aqui porque preciso de sua ajuda para conseguir realizar um intercâmbio na Universidade de Québec em Montréal, no Canadá. No dia 28 de junho deste ano, recebi a mensagem de aprovação para participar do Programa de Futuros Líderes da América Latina em um estágio de 06 meses. A viagem está programada para fim de dezembro. Meu período de estágio será de 07 de janeiro a 07 de julho de 2019.

O programa prevê um auxílio financeiro, mas somente será dado quando estiver em solo canadense, enquanto isso tenho que arcar com toda a viagem do meu bolso, e a bolsa pode levar até dois meses para cair depois de eu chegar lá. Somente a passagem de ida e volta está em torno de 5.000 reais. Adicionando minhas despesas – estadia, deslocamento, alimentação, roupas de inverno etc. – por esses dois meses sem bolsa, o capital inicial de investimento na viagem fica em torno de 12.000 reais. Montréal é uma cidade super cara, caríssima.

A maior parte de minha formação do ensino fundamental e todo o ensino médio foi em escolas públicas. Sou o primeiro do meu núcleo familiar a ingressar no ensino superior, realidade que compartilho com muitos amigos e amigas pretos/as. Acessei o ensino superior público em 2014, e após breve passagem por outro curso, encontrei aquele que diretamente dialogava comigo: o Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade. Afinal, quando que eu esperava encontrar um curso de trabalhasse centralmente com gênero, sexualidade, raça e outros marcadores sociais que constituem minha vida? Um curso politicamente engajado com o desvelamento das desigualdades e enfrentamento das opressões? Não pensei duas vezes e foi ele que escolhi, ou ele me escolheu. Sei que até hoje estou aqui, no sétimo semestre, próximo de concluir.

No Programa, concorri com milhares de outros estudantes da graduação e pós-graduação do Brasil e de outros países, e meu projeto de pesquisa foi um dos selecionados. Nele, pretendo fazer um estudo engajado, que ofereça subsídios para fortalecimento dos direitos LGBT no Brasil. Ele consiste em cartografar, analisar e comparar as políticas de luta contra a homofobia desenvolvidas, em nível local, na Universidade Federal da Bahia e na Universidade de Québec em Montréal e, em nível nacional, no Brasil e no Canadá. Busca compreender o funcionamento das políticas, de um lado as situando em relação ao quadro político e legislativo externos (ao nível regional e nacional), de outro lado, observando as similaridades e as diferenças nas formas de aplicação em seus diferentes contextos.

Quando o Brasil passa por um momento delicado, no qual o fascismo se ergue com força assustadora e o discurso de ódio entorpece o tecido social com sua toxidade, ganhar essa bolsa, ter essa oportunidade de aprofundar os estudos no campo de gênero, sexualidade e políticas públicas com uma abordagem comparativa, recebendo reconhecimento dessa área e a importância do trabalho por um Governo, não apenas me impulsiona a continuar pesquisando esses temas, como fortalece o campo no Brasil, promovendo a internacionalização do conhecimento.

Estagiarei com a professora Line Chamberland, titular da Cadeira de Pesquisa sobre Homofobia – política que surge a partir de reivindicações dos movimentos sociais ao governo do Québec – e coordenadora do Projeto Savie LGBTQ – projeto que procura identificar as diferentes opressões que pessoas LGBT sofrem na região do Québec e avalia as políticas implementadas. Esse estágio vem fechar esse ciclo e abrir novas possibilidades para mim. Minha experiência lá será enriquecedora na medida em que eu trabalharei junto à professora nesses projetos, podendo expandir meus horizontes teórico-metodológicos no contato com a produção canadense sobre discriminação contra pessoas LGBT e o processo de aplicação de políticas públicas e leis destinadas a esse público. Isso será importantíssimo na minha formação, uma vez que a graduação em Gênero e Diversidade visa a formação de analistas/gerenciadores de políticas públicas. Espero conhecer, tanto em nível acadêmico quanto político, as aproximações e diferenças entre o Canadá e o Brasil no que toca os estudos e políticas sobre a população LGBT.

 

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Hello, my name is Igor, I'm 22 years old, I'm gay, I'm a student of the bachelor's degree in Gender and Diversity Studies, at the Federal University of Bahia, I live in a peripheral community in Salvador / Ba, and I'm here because I need your help to get internship at University of Quebec in Montréal, Canada. On June 28 of this year, I received the message of approval to participate in the Emerging Leaders in the Americas Program at a 06-month internship. The trip is scheduled for the end of December because my internship starts on January 7, 2019 and ends on July 7.

The program provides financial aid, but it will only be given when I be on Canadian soil, meanwhile I have to take the whole trip from my pocket, and the scholarship may take up to two months to fall after I get there. Only the round-trip ticket is around 5,000. Adding my expenses - stay, travel, food, winter clothes etc. - for these two months without a scholarship, the initial investment capital in the trip is around 12,000. Montréal is a expensive city.

Most of my elementary and high school education was in public schools. I am the first of my family to join higher education, a reality that I share with many black friends. I went to public higher education in 2014, and after a short passage through another course, I met the one who directly dialogued with me: the Bachelor in Gender and Diversity Studies. After all, when did I expect to find a course to work centrally with gender, sexuality, race, and other social markers that permeate my life? A politically engaged course in uncovering inequalities and fighting against oppression? I did not think twice and it was it what I chose, or it choses me. I know that to this day I am here, in the seventh semester, to conclude.

In the Program, I competed with thousands of other undergraduate and graduate students from Brazil and other countries, and my research project was one of those selected. In it, I intend to make an engaged study that offers subsidies for the strengthening of LGBT rights in Brazil. It consists of mapping, analyzing and comparing anti-homophobia policies developed at the local level at the Federal University of Bahia and the University of Quebec in Montréal and at the national level in Brazil and Canada. It seeks to understand the functioning of policies, on the one hand placing them in relation to the external political and legislative framework (at regional and national level), on the other hand, observing the similarities and differences in the forms of application in their different contexts.

When Brazil goes through a delicate moment, in which fascism rises with frightening force and hate speech dampens the social fabric with its toxicity, to win this scholarship, to have this opportunity to deepen studies in the field of gender, sexuality and politics public with a comparative approach, receiving recognition of this area and the importance of the work by a Government, not only drives me to continue researching these themes, but also strengthens the field in Brazil, promoting the internationalization of knowledge.

I will be in the Research Chair on Homophobia - a policy that emerges from the demands of the social movements to the government of Québec - and the Savie LGBTQ Project - that seeks to identify the different oppressions that LGBT people suffer in the region of Quebec and evaluate the policies implemented. This stage closes this cycle and opens up new possibilities for me. My experience there will be enriching as I work on these projects and can expand my theoretical-methodological horizons in the contact with the Canadian production on discrimination against LGBT people and the process of applying public policies and laws aimed at this public. This will be very important in my education, since the graduation in Gender and Diversity aims at the training of analysts / managers of public policies. I hope to know, both academically and politically, the approximations and differences between Canada and Brazil in studies and policies on the LGBT population.

 

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Bonjour, je m’appelle Igor, j'ai 22 ans, je suis homosexuel, étudiant de la licence dans les Études de Genre et Diversité, dans l'Université Fédérale de Bahia, je vis dans une communauté périphérique du Salvador/Ba, et je suis ici parce que j'ai besoin de sa/son aide pour faire un échange dans l'Université de Québec à Montréal, au Canada. Dans le 28 juin de cette année, j'ai reçu le message d'approbation pour participer au Programme des Futurs Leaders dans les Amériques dans un échange de 06 mois. Le voyage est programmé pour la fin décembre, parce que les activités de recherche commencent le 07 janvier 2019 et finissent le 07 juillet.

Le programme prévoit une aide financière, mais le Gouvernement le donnera seulement quand je suis dans le sol canadien, en attendant je dois financer le voyage entier de ma poche et la bourse peut prendre jusqu’à deux mois pour être déposé après que j’arrive là bas. Seulement le ticket aller-retour est autour 5.000. En ajoutant les dépenses - permanence, déplacement, alimentation, vêtements d'hiver etc - pendant ces deux mois sans bourse, le capital initial d'investissement au voyage est autour 12.000. Montréal est une ville trop cher.

La plupart de ma formation à l'école et au lycée était aux institutions publiques. Je suis le premier de mon noyau familial à entrer dans l'enseignement supérieur, la réalité que je partage avec beaucoup d'ami.e.s noir.e.s. J'ai eu accès à l'enseignement supérieur public en 2014 et après le passage bref pour d'autre cours, j'ai constaté que c'était un autre que dialoguait directement avec moi: la licence dans les Études de Genre et Diversité. Un cours qui travaille avec le genre, la sexualité, la race et d'autres marqueurs sociaux que traversent ma vie. Un cours qui s'engage politiquement avec le dévoilement des inégalités et le combat des oppressions. Il était lui que j'ai choisi, ou il m'a choisi. Je sais que jusqu'à ce moment je sois ici, en septième semestre, de près de la fin.

Dans le Programme, j'ai rivalisé avec des milliers d'autres étudiants du premier, deuxième et troisième cycles d'autres pays, et mon projet de recherche était un d'entre ceux choisis. Avec le projet, j'ai l'intention de faire un étude engagé pour offrir des subventions pour la revigoration des droits LGBT au Brésil. Le projet de recherche vise à cartographier, analyser et comparer les politiques de lutte contre l'homophobie développées à l'Université Fédérale de Bahia et à l'Université du Québec à Montréal. Il cherche à comprendre le fonctionnement de ces politiques, d'un côté en les situant par rapport aux cadres politiques et législatifs externes (au niveau régional et national), de l'autre côté, en observant les similitudes et les différences dans les formes d'application dans leurs différents contextes.

Quand le Brésil suit un moment délicat, dans lequel le fascisme monte avec la force effrayante et le discours de haine engourdit le tissu social avec sa toxique, gagner cette bourse, avoir cette occasion d'approfondir les études dans le champ de genre, sexualité et politique publique avec une approche comparative, étant reconnu l'importance de ces domaines de travail pour un Gouvernement, ça me pousse juste à continuer à faire des recherches avec ces thèmes et renforce le champ au Brésil, promouvant l'internationalisation de la connaissance.

Je travaillerai comme un stagiaire dans la Chaire de Recherche sur l'Homophobie - qui apparaît des réclamations des mouvements sociaux au gouvernement de Québec - et dans le Projet Savie LGBTQ - qui essaye d'identifier les oppressions différentes que les gens LGBT souffrent dans le Québec et évalue la politique mise en œuvre. Cet apprentissage vient pour fermer ce cycle et ouvrir de nouvelles possibilités pour moi. Mon expérience sera source d'enrichissement dans la mesure dans laquelle je travaillerai dans ces projets, je pourrai alors élargir mes horizons théorico-méthodologiques, au contact avec la production canadienne sur les discriminations contre les personnes LGBT dans ce pays et les processus d'application de politiques publiques et lois destinées aux minorités sexuelles et de genre. Ce sera important dans ma formation, une fois l'obtention de diplôme dans le Genre et Diversité vise la formation des analystes / manager de politique publique. Je souhaite connaître, autant à un niveau académique que politique, les rapprochements et les différences entre le Canada et le Brésil concernant les études à propos de la population LGBTQ.

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Quem ajudou (40)

  • Karoline Tavares
    em 05 de Novembro de 2018

  • Napoleao Rego Cunha
    em 31 de Outubro de 2018 diz: Força e boa sorte!

  • Ceci Alves
    em 29 de Outubro de 2018 diz: Pronto, amor! Demorei, mas cheguei! ;)

  • André Luiz Vieira de Campos
    em 18 de Outubro de 2018 diz: Boa sorte!!

  • Esther Pillar Grossi
    em 02 de Outubro de 2018 diz: Igor te desejo o melhor sejour no Canadá bjs

  • sonia wright
    em 01 de Outubro de 2018

  • Caroline Soares
    em 22 de Setembro de 2018 diz: Voa alto!!! E obrigada ❤

  • Clarisse Paradis
    em 09 de Setembro de 2018 diz: Boa sorte e boa luta no Canadá! Abs

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