
Tamara tem 31 anos e é mãe solteira de 3 filhas: Beatriz de 10 anos, Liliane de 7 anos e Antonela de 1 ano e 10 meses. Sua mãe faleceu quando ela tinha 17 anos e seu pai não é presente.
Os parentes se resumem a uma tia e a uma prima. Tamara cuida também de um irmão de 15 anos, que a ajuda como pode na criação das 3 filhas.
Tamara não tem ajuda dos pais das filhas, de seu pai biológico, do governo ou de qualquer outra pessoa que seja.Ela trabalha como recepcionista, ganha 1500 reais mensais e paga 700 de aluguel.Com 800 reais por mês, ela alimenta 4 crianças e ela própria e paga todas as outras despesas da casa: luz, agua, farmácia, roupas, material escolar, etc.
Recentemente, sua filha mais nova, Antonela, foi diagnosticada com autismo grau severo e precisa de tratamento urgente, pois apresenta dificuldades até mesmo para se alimentar, tem reações incontroláveis, não dorme a noite e apresenta diversos sintomas que causam extremo sofrimento a ela e aos próximos.
Tamara não tem com quem deixar os filhos para trabalhar e depende do favor das pessoas. Tamara tem depressão grave desde adolescente e trata atualmente com diversos medicamentos. Quanto eu a perguntei do que ela mais precisa nesse momento, ela respondeu: de ser amparada. O curioso foi que ao falar como a Tamara mãe, sua voz é trêmula e embargada. Ela engole o choro a todo instante, os olhos marejam, mas as lágrimas não escorrem, afinal, ela não tem outra opção a não ser, a de ser forte.
Mas quando eu pergunto sobre a Tamara filha, ela chora... e pede socorro.Na semana das mães, até como agradecimento a Deus pela saúde dos nossos filhos, vamos amparar essa mãe?