
Olá, meu nome é Elizabeth Deschauer. Sou mãe da Sophia, de 22 anos, e escrevo com o coração cheio de gratidão por cada passo que ela já deu rumo à recuperação.
Até pouco tempo, Sophia vivia na Alemanha: trabalhava, tinha sonhos e vivia de forma independente. No dia 11 de novembro, ela passou por uma cirurgia simples de retirada de amígdalas. Parecia apenas um procedimento de rotina…
Mas, cinco dias depois, Sophia foi internada novamente com muitas dores. Descobriram uma infecção no local da cirurgia e, em poucas horas, teve uma hemorragia grave.
Os médicos lutaram para salvá-la. Infelizmente, Sophia sofreu uma parada respiratória causada por sangue nos pulmões e ficou 23 minutos sem respirar.
Foi então induzido um coma para protegê-la. Imaginem o desespero de uma mãe ouvindo o pior diagnóstico: suspeita de morte cerebral. A família foi chamada ao hospital.
Cheguei a Berlim em 21 de novembro. Para nossa alegria, descartaram a morte cerebral, mas confirmaram uma hipóxia cerebral gravíssima. Disseram que ela tinha apenas 1% de chance de recuperação e, se sobrevivesse, ficaria em estado vegetativo.
Dia após dia, Sophia mostrou sua força. Em nome de Jesus , em quatro dias, já respirava sem o auxílio do ventilador.
Em fevereiro, vivi um dos momentos mais emocionantes da minha vida: naquele dia 5, vi Sophia mover os lábios para dizer, “Bom dia, mamãe.”
Foi o milagre que eu sempre acreditei que Deus faria. A partir daí, ela continuou evoluindo: consciente, presente e firme em cada esforço.
Hoje, Sophia:
O maior desejo dela é voltar ao Brasil, perto da família, dormir em sua própria cama e seguir o tratamento com ainda mais amor, apoio e dignidade. Na Alemanha, ela está em um hospital com unidade de reabilitação, que não consegue substituir o afeto de um lar.
Estou há quatro meses, dedicando mais de doze horas diárias a ela. Aprendi a cuidar as fraldas, a transferi-la da cadeira para a cama... mas também carrego dores na coluna por uma antiga fratura sacral.
Quando retornarmos, tenho um grande desafio: cuidar de dois outros filhos, um menino autista, com baixa visão, e um garotinho de 5 anos. Meu esposo trabalha em outra cidade e só pode nos ajudar nos fins de semana.
Não consigo colocar minha filha no carro sozinha. Por isso, precisamos de um carro adaptado, que permita transportar Sophia com segurança, mantendo-a em sua cadeira de rodas.
Este veículo não é um luxo: é o meio para levá-la às terapias, aos médicos e à vida que ela sonha em reconstruir.
O custo estimado de um carro adaptado é de R$ 180.000. Qualquer ajuda faz diferença!
Como você pode apoiar:
Eu acredito no Deus do impossível porque já vi Sophia vencer o impensável. Ela voltou quando todos diziam que não havia mais esperança.
Me ajude a ajudar minha filha. Obrigada por acreditar neste milagre e por nos acompanhar nessa jornada de amor e coragem.