
A moradia apesar de ser um direito garantido pela Constituição, não é de acesso de todos, e em decorrência do crescimento das cidades e da mercantilização da terra, diversas pessoas não conseguem moradias pelos altos custos dos aluguéis e acabam indo para as ruas - uma situação de extrema vulnerabilidade social. Além disso, nos centros há vários espaços urbanos sem uso e sem função social, o que promove o esvaziamento dos centros urbanos, pela lógica de especulação imobiliária - esperar valorizar o preço da terra para a venda.
A ocupação Anita Santos, existe desde 2017 e está localizada na região central de Belo Horizonte. Em uma propriedade que não tinha uso por anos e abandonado, com IPTU atrasado desde a década de 80, 19 famílias incluindo 20 crianças e adolescentes, antes moradores de rua, fazem agora esse uso, com a função social de moradia e geração de renda, além de realizarem um trabalho ambiental na região, com a catação de mudas ao longo do Arrudas, a reciclagem de materiais e a restauração de objetos.
Atualmente, a ocupação enfrenta uma luta de permanência nesse local ocupado por eles e nós alunos de Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas estamos coletando provas, junto a Pastoral de Rua, de que as famílias cumprem a função social do terreno, utilizando para moradia que é um direito deles.
Agora, a maior necessidade das famílias são as coberturas das moradias, que hoje se encontram precárias, visto que o período de chuva do final do ano se aproxima e não impedem o estrago das chuvas. A vaquinha tem como objetivo arrecadar fundos para a instalação de telhas de fibrocimento para melhorar a qualidade de vida dos moradores da Ocupação Anita Santos e para continuarem de forma digna a sua luta pelo direito a terra.
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