
Oiê! Meu nome é Victoria e tenho uma cadelinha caramelo chamada Maria. Desde muito nova, Maria sempre apresentou comportamento estranho após a alimentação com a ração comum, como urina com sedimentos, apatia, desorientação e vômito. Depois de passar por alguns médicos veterinários, a suspeita mais próxima que tivemos, segundo os sintomas, foi de shunt portossistemico. É uma condição que complica demais a vida do cachorrinho, e o melhor tratamento é a cirurgia.
Maria vai completar 2 anos em março e até o momento tentei um tratamento paliativo, com ração especial e os medicamentos necessários, mas, de um tempo pra cá, nem mesmo os remédios têm dado conta dos sintomas fortes neurológicos. Foram duas internações e diversas convulsões, que tentem a se complicar cada vez mais.
O shunt é a anomalia circulatória hepática mais comum em cães. Esta patologia é uma conexão anormal entre a circulação portal e sistêmica, que desvia o fluxo sanguíneo do fígado em variados graus. Deste modo, substâncias tóxicas e hepatotróficas importantes oriundas do pâncreas e dos intestinos são absorvidas e enviadas diretamente para circulação, sem passar pelo fígado. Esse decréscimo do fluxo sanguíneo vai resultar em atrofia e subsequente disfunção do fígado, diminuindo cada vez mais o metabolismo hepático das toxinas intestinais que se acumulam no sangue. O caso dela se complica ainda mais por ser intra-hepático (dentro do fígado), sendo que são poucos os cirurgiões que realizam esse tipo de operação.
O recomendado para o momento é a cirurgia, que irá corrigir esse problema que causa tanto sofrimento.