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Desde adolescente eu descobri que tenho uma doença genética chamada Ceratocone. Essa doença consiste na progressiva deformação da córnea, que tem como efeito o aumento também progressivo do astigmatismo, mas que não é o astigmatismo normal e sim um astigmatismo assimétrico e irregular, pois a córnea não se deforma uniformemente. Assim, constantemente eu tinha que passar pelo oftalmologista para trocar as lentes dos óculos, visto que cada deformação em um ponto específico da córnea já alterava a curvatura da lente dos óculos que eu precisaria para enxergar melhor (para ler, dirigir, etc). Dessa forma, passei por vários oftalmologistas durante a minha vida.

Acontece que, do final do último semestre para cá, eu percebi que a minha visão piorou muito. Não estava mais conseguindo fazer as coisas básicas do dia a dia. Por isso mudei de médico novamente e marquei uma consulta com o Dr. Fernando de Lucca, aqui em São Carlos. Para terem uma ideia melhor da situação, na consulta fui avaliada com 12 graus no olho direito e 7 graus no olho esquerdo, com um aproveitamento de visão de 5% e 45%, respectivamente, com os óculos. Ou seja, com uma lente de 12 graus no olho direito eu consigo no máximo 5% da visão e com uma lente de 7 graus enxergo no máximo 45% com o olho esquerdo. Fui expressamente proibida de dirigir.

No olho esquerdo ainda consigo fazer um tratamento cirúrgico menos complexo, delicado e agressivo que um transplante de córnea, visto que a minha córnea ainda tem uma espessura adequada para o implante de um anel que tem a função de puxar e de certa forma desfazer as deformações. Esse procedimento deve ser feito relativamente em um espaço curto de tempo sob o risco de não ter mais espessura suficiente para o implante e ter que fazer o transplante também no olho esquerdo. Por isso, a prioridade é o transplante no olho direito, mas espera-se que após 6 meses da primeira cirurgia eu consiga fazer no olho esquerdo. Já no olho direito a espessura da córnea está muito fina e a única solução é um transplante de córnea que tenho que fazer, pois a córnea pode romper devido a sua espessura. 

Existe um tipo de transplante de córnea, coberto pelo SUS, que é chamado total com lâmina, em que cortam a córnea, tiram fora e a substituem completamente por outra. Nesse caso eu teria 25% de chances de rejeição nos primeiros 2 nos, que é o tempo inicial de recuperação e 15% de chances de cegueira irreversível já na mesa de cirurgia por perfuração do globo ocular pela lâmina, mais uma vez devido à espessura fina da córnea. Além disso, um transplante total de córnea dura em média 10 anos e pela minha idade, de 29 anos no momento do transplante, teria que fazer durante minha vida pelo menos mais 2 outros transplantes, que é o número máximo permitido em um olho, pois a cada transplante aumenta-se as chances de rejeição. Dessa forma, nenhum médico faz o quarto transplante, pois as chances de rejeição chegam a quase 100%.Sendo assim, fui encaminhada para fazer um transplante lamelar posterior da córnea, que é um procedimento feito a laser em que não se retira toda a córnea, com a permanência das minhas células epiteliais na base do globo ocular, que reduziria de 25% para 2% o risco de rejeição, além de nunca nenhum caso de cegueira ter sido registrado por perfuração do globo ocular. Outro ponto é a duração do transplante que pode ser até o final da vida ou no máximo ter que refazer uma vez.

O problema disso é que nem o transplante lamelar posterior, nem o implante do anel tem cobertura do SUS ou de qualquer plano de saúde. Sendo assim, o custo total para salvar minha visão dos dois olhos será de 36 mil reais: 20 mil para o transplante e 16 mil para o implante. Quarta-feira entrei na fila do banco de olhos de Sorocaba que demora de 5 a 6 meses para conseguir uma córnea e tenho que levantar esse dinheiro, que não tenho, até lá. Obrigada por lerem até aqui, depois vou atualizando as informações para vocês.Abraços! Juliana da Silva Pereira.

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