
Em agosto de 2018 estava fazendo o serviço da casa e senti uma dor muito forte acima do joelho, inicialmente achei que tivesse machucado de alguma forma fazendo faxina, mas o quadro so foi se agravando, procurei médico da unidade de saúde, fiz raio x pelo sus e uma e ecografia do joelho particular e não apresentou nada e a dor só aumentava e não tinha remédio que ajudasse aliviar, o médico me encaminhou a um ortopedista pelo sus, mas como iria demorar e não aguentava mais de dor e nesse ponto o inchaço ja havia começado pedimos ajuda e fomos em um particular no qual me pediu uma ressonância e exames de sangue, mas uma vez fiz tudo particular e não apresentou nada então o medico me receitou mais remédios para dor e prednisona e me aconselhou a procurar um reumatologista, fomos ao posto de saúde com uma carta do ortopedista pedindo pada me encaminharem para um reumatologista, mas minhas pernas travaram não conseguia mais dobrar os joelhos, tinha um inchaço muito grande e muita dor e novamente partimos para o particular, onde fiz novos exames de sangue onde novamente não apresentou nada e como não tinhamos condições de pagar mais por exames o médico aconselhou esperar o reumatologista pelo sus e me passou um remédio para dor mais corte chamado paratran e manter o prednisona com dose máxima.Quase 1 mês depois fui chamada pelo sus para o reumatologista onde precisei ir de ambulância pois ja não aguentava ficar de pé por causa da dor, lá a reumatologista que me atendeu olhou todos os exames que eu ja tinha e deixou claro que não sabia o que eu tinha mas que iria pedir para repetir os exames de sangue, não achando nada novamente. Nesse momento minha mãe falou do aspecto das minhas pernas onde tinha formado um aspecto de casca de laranja e ela chamou uma colega de trabalho dermatologista que enfim deu a possibilidade de ser fasciite eosinofilica e para isso teria que fazer uma biópsia profunda da fascia que é o tecido que reveste os músculos, enfim com a biópsia veio a confirmação da fasciite eosinofilica e pude enfim começar um tratamento.Com 3 meses de tratamento com dose maxima de prednisona e metotrexato não surtindo efeito a reumatologista e dermatologista que cuidavam do caso me encaminharam para uma consulta com uma junta médica de dermatologistas no hospital universitário do oeste do Paraná ( HU), onde fui internada pois com o uso constante do corticóide estava tendo pressão alta e os médicos queriam fazer exames para ver se não estava em sofrimento cardíaco enfim com 4 dias de internação com encaminhamento para um reumatologista diferente e a confirmação que estava tudo bem com meu coração.Quando consultei com o novo reumatologista ainda estava com o mesmo quadro de dor muito forte, inchaço enorme nas pernas e pés, fraqueza muscular e ainda não conseguia dobrar os joelhos foi me passada nova medicação azatioprina, hidroxicloroquina, metotrexato e prednisona enfim depois de alguns meses começamos a ter resultado a dor diminuii e o inchaço começou a ceder, comecei fazer fisioterapia para ajudar na locomoção.Hoje tenho ainda problema de locomoção e ainda sinto fraqueza muscular e dor apesar de não ser direto, não consigo ficar muito tempo em pé por isso não consigo infelizmente trabalhar e estou dependendo da ajuda da minha mãe e familiares.