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Ajude Ruth e sua família.

ID da vaquinha: 2271227
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Ano passado escrevi um texto informando que eu perdi minha mãe biológica para o Covid,  expus que meu nascimento foi fruto de um abuso sexual e relatei esses acontecimentos expondo um pouco de minha história. As coisas já não estavam fáceis e de lá pra cá estamos enfrentando mais desafios.

Sou filho adotivo da minha tia, que é mulher preta, que além de mim, tem mais 3 filhos: a Ruth de 21, e outros dois de 10 e 7 anos. Com o falecimento de sua irmã (minha mãe biológica), ela também assumiu a guarda do seu sobrinho de 15 anos que tem um atraso no desenvolvimento intelectual.

A minha irmã  é uma mulher preta, homossexual, foi abandonada pelo pai após o divórcio com sua mãe, e há alguns anos vem sofrendo de uma depressão muito profunda, e foi também diagnosticada com transtorno de personalidade Borderline. Ela tem crises seríssimas de ansiedade,  onde chega a se mutilar (tem inúmeras cicatrizes pelo corpo). Em terapia falou pela primeira vez que foi vítima de abusos sexuais dentro de casa, desde os 8 anos até os 16 pelo seu avô (que fugiu da casa nesse época), e que ele também abusou de nossa irmã mais nova que hoje tem 10 anos e também já sofre com depressão, mesmo tão nova. Hoje, além da terapia, Ruth também faz acompanhamento psiquiátrico, toma 8 remédios controlados por dia. Além da automutilação ela também sofre com inúmeras tentativas de suicídio, que tem um agravamento durante suas crises, quadro que piorou muito durante a pandemia. Ela precisa de acompanhamento 24h e não pode ficar sozinha por nenhum momento; chegou e ser internada no CAPS, voltou para casa e hoje luta por uma nova vaga internação, porém todos estão com capacidade máxima.

O que atrapalha muito sua melhora é ela continuar vivendo no mesmo ambiente em que viveu e sofreu tudo isso: a casa onde a mãe vive com ela mais os dois irmãos e agora o primo, é uma pequena casa de 3 cômodos em Pirituba que se encontra toda deteriorada, a energia elétrica comprometida, há muita infiltração, a fiação elétrica é toda exposta e corroída, o piso está cedendo. Resumindo, é um ambiente totalmente insalubre para abrigar uma família. Porém lá é um terreno que minha avó conquistou através de usocapião, portanto não se paga aluguel.

Durante a pandemia o salário da minha mãe que é um pouco mais que um salário mínimo, foi cortado pela metade e ela está recebendo apenas R$ 600,00 por mês, e já está com um aviso de que ficará apenas mais alguns meses na empresa pelo corte de funcionários. Ela é mãe solo e não tem nenhuma rede de apoio; sua mãe e seus irmãos mais velhos faleceram, seu pai fugiu quando se descobriu que ele abusou de suas filhas. Ela tem uma irmã mais nova, que sofre de transtornos mentais e é cuidada pelo marido.

O objetivo desse texto é arrecadar fundos com a vakinha virtual para a construção de uma casinha simples, porém digna de moradia no lugar dessa outra, inabitável, para que minha mãe consiga cuidar de todos com um pouco mais de dignidade e que Ruth consiga melhorar, e fazer seu tratamento num novo ambiente sem reviver as lembranças a cada momento. Os custos são bem altos porém resolvemos dar o primeiro passo aqui nas redes divulgando um fragmento dessa história. Quem não puder ajudar financeiramente, divulgue, compartilhe, nos ajude a alcançar a nossa meta e fazer esse texto viralizar, para que também sirva de alerta para que as meninas e mulheres saibam identificar o primeiro sinal de abuso, e sobretudo, não se calem. As vezes o mal mora dentro de casa, e as consequências psicológicas de tal violência podem ser extremamente severas. Vale lembrar que  ESTUPRO CULPOSO NÃO EXISTE e que a culpa NUNCA É DA VÍTIMA.

 

NOTA: Sabemos que o mundo virtual tem dois lados. Se de um nos conecta a corações generosos, de outro também nos põe vulneráveis a partes não tão boas do ser humano. Por essa razão, para preservar a saúde mental da dona dessa história optamos por um nome fictício. Escolhemos Ruth.

AVISO LEGAL: O texto e as imagens incluídos nessa página são de única e exclusiva responsabilidade do criador da vaquinha e não representam a opinião ou endosso da plataforma Vakinha.

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