
Eu, Tânia Zen, conheci um homem que estava dormindo no meio da calçada sem nem um papelão. Ele não estava bêbado, drogado nem apático ao que acontecia ao seu redor. Eu precisei de ajuda, mas não esbocei nada a ninguém e ele percebeu quando veio em minha direção e perguntou: como posso lhe ajudar. Quase chorei. Estava ansiosa com a correria da vida e aquele homem parou para me ajudar. Hoje quem quer ajudá-lo sou eu. Antes faria sem pestanejar, mas hoje preciso de colaboração de quem puder. Preciso de R$1500,00 me ajudar a ajudá-lo. Não vou pôr imagens dele, pois todos temos direito a dignidade, sem marketing das dificuldades alheias. Quem quiser conhecê-lo, podemos marcar um café com dignidade. Ele me lembrou um poema O Bicho, de Manuel Bandeira
Vi ontem um bichoNa imundície do pátioCatando comida entre os detritos.Quando achava alguma coisa,Não examinava nem cheirava:Engolia com voracidade.O bicho não era um cão,Não era um gato,Não era um rato.O bicho, meu Deus, era um homem.
Nem um animalzinho merece uma condição dessa. Se puderem ajudar, gratidão eterna.