
Me chamo Ana Paula dos Reis Alves Negrão, moro em Belém, no estado do Pará, mas precisamente no distrito de Mosqueiro. Tenho 47 anos, sou mãe de 3 filhos, Pedro de 20 anos, Aryanna de 15 e Maria Eduarda de 13 anos. Sou Professora de Teatro, mas não estou trabalhando na área, atualmente sou assistente administrativa em um hospital, no entanto estou afastada por motivos de saúde.
Tenho artrose precoce e faço tratamento desde os 40 anos, com fisioterapias e analgesias. Em 2019 sofri um acidente, onde estava sentada no último banco de um ônibus e ao passar em uma lombada em alta velocidade, fui arremessada pro teto e chão, onde tive lesões na coluna vertebral, fiquei 1 ano sem conseguir sentar, mas com os analgésicos e anti-inflamatórios, houveram melhoras na lombar, o que não aconteceu com a coluna cervical, onde tive abaulamento das vértebras, C4-C5-C6 e C7. Com analgesia mais uma vez, os sintomas muito dolorosos, iam sendo lentamente amenizados. Sentindo dores lancinantes, não vendo resultado nos tratamentos como: Fisioterapia, Acumputura, Hidroterapia, entrei em depressão, só sentia vontade de morrer e em um momento delicado, tentei suicídio, não aguentava mais tanta dor. Fui amparada por uma rede de apoio, minha família… e segui procurando qualquer tipo de melhora.
Em 2020 passei por um procedimento chamado de Rizotomia, que é uma cirurgia menos invasiva que me tiraria da crise por algum tempo, me dando qualidade de vida. Isso me tirou da dor por algum tempo, mas em 2021, tive que passar novamente por outra Rizotomia, e em menos de 6 meses, outra, o que levaram os médicos a concluírem que o espaço de tempo estava ficando cada vez menor… e as dores só me deixavam quase incapaz, eu só conseguia chorar (escondido) sendo refém de medicamentos como Dimorf ( morfina) e Tramadol ( Tramal), sendo que na maioria das vezes, precisava ficar internada pra fazer tratamento da dor.
No início do ano de 2022, já tendo passado por várias internações, o médico que me acompanhava me disse que chegamos no momento de ter que partir pra cirurgia aberta, pra retirar uma das hérnias causadoras de tanta dor, o que pra mim foi um alívio.
Em maio desse ano, mais precisamente no dia 09/05 passei por uma cirurgia de Artrodese, com incisão por via anterior ( frente do pescoço) onde foi colocado um Cage (dispositivo intersomaticos) entre C5 e C6.
Após a cirurgia, infelizmente tive sequelas: Paralisia facial leve e perdi ( não sei se temporariamente ou mesmo irreversível ) o movimento do ombro direito, acompanhado de dores intensas, tendo que permanecer internada pro tratamento da dor e parestesia. Fazia morfina de 4 em 4 horas pro alívio da dor no ombro, braço e mão. Sofri muito! Pois buscando melhora na coluna, adquiri uma outra doença.
Fiz novos exames de tomografia e ressonância, que mostravam o Cage no lugar certo, mas a dor no braço direito, não passava nuncae só me deixava mais angustiada. Com a alta pra fazer outros exames, as dores na coluna cervical voltaram a acontecer e com um nível quase insuportável. Nesse tempo já são dois tipos de dor: a da coluna cervical e da parestesia.
Realizei uma Eletroneuromiografia, que teve um diagnóstico muito ruim, segundo o médico cirurgião que fez o meu procedimento: Perda de funções em alguns nervos, músculos e tendões, tudo isso acompanhado de dor intensa, tendo que ir à urgência pelo menos 3 vezes por semana fazer uso de morfina.
Com tudo isso, tive que ser afastada das funções profissionais e entrei de benefício pelo INSS, onde tive queda na renda, o que comprometeu muito a vida financeira familiar. São muitas despesas, como alimentação, aluguel, luz, medicamentos ( que não dão nada baratos). Ainda tendo que lhe dar com as dores intensas e as preocupações de uma mulher cansada.
Sabendo por tudo que tenho passado em relação a minha saúde, uma amiga me apresentou um aparelho, que é um colchão de tratamento que poderia me ajudar com uma possível melhora da dor. Ouvi muitos relatos e depois de muito tempo, vi novamente a chama da esperança se acender.
É claro que eu me preocupei muito com o valor do aparelho, cerca de R$14,000, pensei que fazendo esforços, eu ia dar conta. Então adquiri o aparelho, que chegou no dia 28/08 e imediatamente passei a usar…
Hoje são 02/09, 5° dia após ter iniciado o uso do colchão, posso dizer que meu nível de dor que era de grau 10, está neste momento em nível 4 ou 5 e sim, voltei a sorrir. Viver quase sem a dor que me acomete há alguns anos é um grande alívio… mas aí vem o meu problema, e cheguei a conclusão que não tenho como pagar as parcelas que são:20 X de R$800.











