
Olá. Meu nome é Márcio.
Nunca imaginei que um dia precisaria escrever um texto como este. Sempre procurei trabalhar, cumprir minhas responsabilidades e seguir minha vida com dignidade. Hoje, porém, me vejo diante de uma situação que, sozinho, não consigo superar.
Quando me casei, em 1996, minha então esposa já possuía um patrimônio formado por alguns imóveis. Não eram de alto valor, mas eram dela. Eu sequer conhecia todos eles antes do casamento.
Em 2002, começamos a construir uma casa para morarmos. Naturalmente, o patrimônio que ela possuía não foi suficiente para concluir a obra. Eu também participei financeiramente e de outras formas da construção daquela casa. Foram anos de esforço, trabalho e dedicação, acreditando que estávamos construindo um lar e uma vida juntos.
Em 2013, infelizmente, nosso casamento chegou ao fim. Fizemos uma negociação envolvendo a casa, que foi trocada por um apartamento quitado mais R$ 115 mil.
Naquele momento, reconhecendo a minha contribuição para a construção da casa, ficou acertado verbalmente que eu receberia R$ 100 mil, e ela ficaria com mais R$ 15 mil para organizar o próprio apartamento. Esse valor representava menos de 30% de toda aquela negociação.
Desde então, sigo pagando sozinho, religiosamente e sem qualquer ajuda dela, as prestações do meu apartamento.
Em 2022, dei entrada no divórcio para finalmente regularizar a separação dos bens. O apartamento dela estava em seu nome. O meu, porém, também constava no nome dela, porque, na época do financiamento, ainda éramos legalmente casados.
Foi então que veio a parte mais difícil de toda essa história.
A decisão judicial determinou que o apartamento dela ficaria integralmente com ela e que o meu apartamento ficaria comigo. Até aí, tudo bem. O problema é que também foi determinado que eu deveria devolver os R$ 100 mil que recebi em 2013, com correção monetária desde aquela época.
Ainda assim, o mais doloroso tem sido lidar com as alegações feitas no processo, especialmente a afirmação de que eu não teria contribuído em nada para a construção da nossa casa. Também foi negada a existência do acordo verbal feito no momento da separação. Reconheço que fui inocente por não ter formalizado tudo naquela ocasião. Além disso, foi alegado que eu teria recebido mais de R$ 115 mil, o que não corresponde à verdade: fiquei com apenas R$ 100 mil para tentar comprar minha moradia. Toda essa história da negociação, bem como, a minha ajuda na construção da casa é conhecida pela família dela e pela minha, além de outros amigos queremos em comum.
Hoje, segundo a advogada dela, esse valor já estaria em torno de R$ 300 mil.
Para mim, isso é simplesmente impagável.
Meu salário não chega a R$ 9 mil. Tenho minhas despesas, minhas responsabilidades e continuo pagando meu apartamento. E, para tornar tudo ainda mais angustiante, não conseguimos chegar a nenhum acordo. Até mesmo o meu salário já está na relação de bens que poderão ser penhorados.
Confesso que é muito difícil escrever tudo isso.
Depois de tantos anos trabalhando e tentando reconstruir a vida, chegar aos dias de hoje diante de uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil é desesperador. Não estou pedindo luxo, conforto ou qualquer privilégio. Estou pedindo uma oportunidade de conseguir atravessar esse momento sem perder tudo aquilo que levei uma vida inteira para construir.
Por isso, infelizmente, a única alternativa que encontrei foi pedir ajuda.
Se você puder contribuir com qualquer valor, por menor que seja, estará ajudando a aliviar um peso que hoje parece grande demais para eu carregar sozinho.
Se não puder contribuir financeiramente, peço apenas que compartilhe esta mensagem. Talvez ela chegue até alguém que possa ajudar.
Cada contribuição será recebida com enorme gratidão. E, acima de tudo, peço a Deus que retribua em dobro a cada pessoa que estender a mão neste momento tão difícil da minha vida.
Muito obrigado por ter lido até aqui. Que Deus abençoe você e sua família.
Se acharem necessário, colocarei os números dos processos aqui, ou colar as decisões juciais que levaram a isso.