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Londrina / PR

Ajuda para o Pedro Lucas

ID: 2667598
Meu nome é Beatriz, mãe do Pedro Lucas, um autista severo de 14 anos. A história dele é longa. Na barriga eu já notei que ele era diferente da irmã gêmea.O problema é que o Pedro é muito agressivo, ao ponto de já ter machucado a todos em ca ver tudo
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Vaquinha criada em: 03/02/2022

Meu nome é Beatriz, mãe do Pedro Lucas, um autista severo de 14 anos. A história dele é longa. Na barriga eu já notei que ele era diferente da irmã gêmea.

O problema é que o Pedro é muito agressivo, ao ponto de já ter machucado a todos em casa, onde tudo é quebrado e remendado devido ao seu alto grau de violência. Um dos casos mais polêmicos foi ele ter arrancado e engolido uma parte de um dedo do meu pai. 

Minha filha, por exemplo, vive trancada no quarto, com medo dele, chegando ao ponto de sempre ter que perguntar pelo WhatsApp, se ele está ou não por perto, para que ela possa ir sem medo ao banheiro — uma triste realidade em nossa casa. 

Meus recursos vêm de duas fontes: sou professora pública municipal e vendo uma farofa caseira aqui, um doce caseiro ali, mas tudo muito pouco, pois o Pedro demanda muito tempo e atenção, praticamente, 24 horas por dia. 

Na pandemia, o estado dele piorou tanto, que não foi possível nem o seu retorno a algumas pequenas atividades sociais que ele conseguia fazer pelo município. Me vi tendo que ter um enfermeiro que cuidasse dele enquanto eu estava na escola. 

Mas como, se isso é coisa apenas para ricos?

Então eu fiz uma vaquinha. E com a graça de Deus e ajuda das pessoas aqui, eu consegui pagar uns 6 meses deste ajudante profissional. 

Ao longo da vida do Pedrinho, médicos e profissionais desistiram dele, porque ele é mesmo muito bruto. O Pedro tem 14 anos, 1.90 m, 110kg: é difícil segurá-lo como sempre o fizemos (por isso ele machuca todos que estão à sua frente). 

Essa piora no seu quadro clínico, fez piorar também as suas agressividades, que não têm hora para começar e nem para terminar!

Várias vezes, foram precisos vários policiais para o imobilizar, e quase não deram conta. 

As escolas e instituições conhecidas que lidam com meninos como ele, não conseguem também.

Mas há instituições particulares, apenas, que têm habilidade para lidar com casos como o do Pedrinho. Porém, legalmente só o aceitam a partir dos 18 anos. Faltam 4 anos.

Começamos, então, a saga de conseguir tal internamento de forma jurídica, pelo Estado. Contudo, nesse caminho, ele teve outra crise muito grande. Machucou-nos, houve polícia, Samu e órgãos como o Ministério Público, a Vara da Infância, o CAPS Infantil, e o Conselho Tutelar da Criança, também para proteger a minha filha (irmã gêmea do Pedrinho), bem como meus pais, que são idosos e já sofreram muito tentando cuidar do Pedro. 

Nesse último episódio, ocorrido no começo de 2022, o Poder Público o levou para um hospital em Maringá, onde ele permaneceu por quatro meses. Foi horrível ficar longe dele todos os dias. Eu ia duas vezes por semana lá, sempre com a ajuda de doações e as coisinhas que eu vendo. Chego e tenho o direito de ficar apenas meia hora com ele, mesmo quase sempre estando amarrado e sedado — tudo isso parte o meu coração, pois sempre estive ao seu lado. 

Agora o Pedro está em casa e PRECISAMOS URGENTE DE UM CUIDADOR, porque não conseguimos dar conta dele sozinhos. E este deve ser grande, capaz de imobilizar o “Pedrinho” no momento dos surtos. 

Além disso, para tornar a ter um lar normal para meus pais e a minha filha, uma solução seria conseguir um lugar para viver só eu e o Pedrinho, mas sem abandonar a irmã gêmea dele — minha filha que tanto amo mas não pude lhe dar a atenção devida pelo Pedro —, e também, sem abandonar os meus pais.  

No fundo da casa da minha dos meus pais daria para construir um quarto grande para o Pedro, com um banheiro, e outro quartinho menor para que eu pudesse dormir perto dele. Mas não tenho recurso algum. 

Perder, eu já perdi a minha filha, que está crescendo e nunca teve a minha devida atenção. 

Só não posso enlouquecer e perder a minha fé, a minha esperança de que Deus vai agir. 

Pois não tenho nada, além da ajuda do Senhor e de alguns poucos que me acolhem. Por isso, por favor, eu peço a sua ajuda. 

Em dinheiro. Em compartilhamento. Em oração. 

Deus abençoe.

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