
Uma história de amor entre mãe e filho que não pode ser interrompida:
Meu nome é Derick Fernandes, tenho 30 anos, e sou filho único de Tereza Fernandes.
Por 30 anos, sempre fomos só eu e ela.
Nunca dependemos de ninguém.
Nunca tivemos apoio da família.
Mas sempre tivemos uma coisa: amor incondicional.
Minha mãe saiu de casa aos 14 anos.
Teve uma infância marcada por tristeza.
Sozinha, construiu a própria vida.
Aos 31 anos, ela me teve.
Me criou vendendo rosas em um clube de baile em Paranaguá (PR).
Com dignidade.
Com honestidade.
Com fé em Deus.
Com amor que transbordava.
Ela nunca deixou faltar nada.
Me ensinou caráter, bondade, princípios, respeito.
Graças a ela me tornei jornalista.
Graças a ela me tornei um homem.
Sempre foi eu por ela.
Sempre foi ela por mim.
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Em outubro de 2025 sofremos um despejo em Londrina (PR).
Ficamos sem casa. Sem rumo.
Nossa única alternativa foi ir para a casa de um tio, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba).
Não era o que ela queria. Mas não tínhamos opção.
Ela passou a trabalhar lá, recebendo apenas um salário mínimo e uma marmita por dia.
Mesmo ajudando na casa, precisava custear despesas.
Não era vida.
Ela não estava feliz.
Após um conflito familiar, fui mandado embora.
Minha mãe ficou com medo de também ser expulsa e precisou permanecer.
Fui para São Paulo com um único objetivo:
reconstruir nossa vida e buscá-la de volta.
A última vez que vi minha mãe foi em 14 de janeiro de 2026.
Não pude passar Natal nem Ano Novo com ela.

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Uma semana antes da tragédia, já em São Paulo, sofri um acidente e quebrei o pé.
Passei a andar de muletas.
No dia 7 de fevereiro de 2026, às 16h40, minha mãe me enviou mensagem dizendo que iria sair para tomar uma cervejinha.
Disse que estava triste.
Estava com saudades.
Queria eu perto.
Eu disse que ela merecia.
Que se cuidasse.
Principalmente na bicicleta — sempre tive medo das ladeiras de Colombo.
Trocamos mensagens de amor naquela tarde.
Ela me mandou fotos sorrindo, com um copo de cerveja na mão.

Colocou na jukebox a música "Foi" – de Zezé de Camargo & Luciano.
Hoje, essa música dói na alma.
Na volta para casa, descendo uma ladeira de bicicleta, ela se desequilibrou.
Caiu.
Bateu a cabeça com violência.
Traumatismo craniano grave.
Entubada.
Entre a vida e a morte.

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No dia seguinte recebi a mensagem pelo celular dela.
Entrei em desespero.
Saí de São Paulo com a roupa do corpo, de muletas, sem dinheiro, com ajuda de amigos.
Hoje estou em Curitiba.
Sem apoio familiar.
Vivendo da solidariedade de amigos.
Os médicos disseram que a pancada a deixará em estado vegetativo permanente.
Disseram que talvez eu nunca mais ouça a voz da minha mãe.
Mas eu não aceito esse diagnóstico como sentença final.
Eu tenho fé.
Eu acredito que ela vai voltar.
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Eu terei que cuidar dela 24 horas por dia.
Ela irá comigo para São Paulo, onde um instituto nos ofereceu um local digno, tranquilo, em meio à natureza.
Mas eu preciso de ajuda para:
Custos básicos de sobrevivência
Eu estou de muletas.
Não posso trabalhar neste momento.
E preciso estar ao lado dela.

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Criamos uma corrente de oração no WhatsApp.
Várias de pessoas estão orando por ela.
Recebemos testemunhos de amigos que dizem sentir a presença e a força dela.
Nossas afilhadas estão fazendo vídeos e cartinhas de amor para a Tereza.





Essas cartas estão sendo transformadas em um vídeo para que ela sinta — mesmo inconsciente — o quanto é amada.
Porque minha mãe sempre espalhou amor.
E agora o amor está voltando para ela.
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Minha mãe ama caminhoneiros.
Ela criou um grupo chamado Irmãos da Estrada.
Meu sonho é transformar esse grupo em um Instituto Tereza Fernandes, para apoiar caminhoneiros e famílias que vivem separadas pelas estradas.

A dor que estamos vivendo vai se transformar em propósito.
Mas agora eu preciso sobreviver.
Preciso cuidar dela com dignidade.
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Porque minha mãe me ensinou que o amor salva.
E hoje eu preciso que o amor das pessoas nos salve.
Eu quero que, se ela acordar, olhe para o lado e me veja ali.
Que veja que eu honrei tudo o que ela me ensinou.
Que veja que não a abandonei.
Ela é luz.
Ela é bondade.
Ela é pura.
E eu não vou deixá-la sozinha.
Se você puder contribuir, qualquer valor faz diferença.
Se não puder contribuir financeiramente, compartilhe.
Ore.
Divulgue.
Nós precisamos de você.
Com amor,
Derick Fernandes