
Meu nome é Ariston Martins, e hoje venho até vocês com o coração apertado, mas cheio de esperança. Meu pai, um homem que sempre foi a rocha da nossa família, enfrenta agora um momento de extrema fragilidade, e eu, como filho único, estou em uma batalha para garantir que ele receba os cuidados e a dignidade que tanto merece.
Recentemente, a vida nos golpeou com uma série de tragédias. Em fevereiro deste ano, perdemos minha querida madrasta, que travava sua própria luta contra as sequelas de um AVC. Meu pai, com sua dedicação inabalável, cuidou dela 24 horas por dia, e eu sempre fiz o que pude para apoiá-los, com fraldas e medicamentos essenciais. Ele, cardíaco e com quatro infartos e seis stents no histórico, já dependia de remédios contínuos que sua aposentadoria mal cobria.
Um mês após a partida dela, em março, o luto e a dor se transformaram em um novo e devastador desafio: meu pai, aos 65 anos, sofreu dois AVCs. Uma semana depois, um quadro hemorrágico severo agravou ainda mais sua condição. É uma situação delicada, que exige atenção constante e especializada.
Hoje, meu pai está acamado, incapaz de se mover, alimentar-se ou cuidar de sua própria higiene. Ele se alimenta por sonda de gastrostomia e necessita de fraldas, que, felizmente, consigo obter através da prefeitura/estado. No entanto, o mais doloroso é vê-lo em quadros de delírio, típicos de AVC, onde, há três semanas, ele não me reconhece mais. É uma dor indescritível para um filho.
Durante os 47 dias em que ele esteve internado, eu estive ao seu lado, dia e noite, sem medir esforços. Abandonei meu trabalho para me dedicar integralmente a ele, pois a família, infelizmente, não pôde ajudar sempre. No dia 8 de maio, ele recebeu alta, e a busca por um local adequado para sua recuperação se tornou minha prioridade.
Foi no hospital que encontrei uma luz: uma pessoa com um lar de idosos que oferece os cuidados que meu pai tanto precisa. Ele está lá agora, recebendo atenção 24 horas por dia, por profissionais dedicados. Contudo, a aposentadoria dele, já comprometida, não é suficiente para cobrir o valor total do lar, e eu ainda não consegui um novo emprego.
É por isso que criei esta Vakinha. Não é apenas sobre dinheiro; é sobre garantir que meu pai tenha conforto, carinho e a dignidade que merece neste momento tão vulnerável. Com a sua ajuda, consigo mantê-lo neste ambiente seguro e acolhedor por pelo menos dois meses, enquanto busco uma nova oportunidade de trabalho.
Meu pai não sabe que estou fazendo isso. Talvez ele fique bravo, mas sei que é para o bem dele. Toda e qualquer ajuda será um bálsamo para nossa família e um passo crucial para a recuperação e bem-estar dele. De coração, agradeço imensamente a sua solidariedade e generosidade. Que Deus abençoe a todos que puder nos estender a mão.