
Sou o Davi, tenho 17 e estou cursando a terceira série do ensino médio no Anglo, onde, por meio do Melhor Estudante da Escola Pública de 2020, consegui uma bolsa de estudos integral. Durante o ensino fundamental, que frequentei a partir do sexto ano na EMEB Philomena Salvia Zupardo, presente no bairro em que resido, fui apresentado de forma inesperada a Olimpíada Brasileira de Astronomia, a qual consegui minha primeira medalha. Durante o ensino fundamental, participei das olimpíadas que a escola se inscrevia e do Letramento em Programação oferecido pela prefeitura às escolas. Já no ensino médio, que iniciei durante a pandemia, observei que o Anglo não se envolvia com as olímpiadas e, incessantemente, pedi ao coordenador para me inscrever na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia), pois naquele ano eu estava decidido a conseguir medalha de ouro. Durante os estudos para a OBA, acabei encontrando outras olimpíadas relacionadas (como a Olimpíada Brasileira de Física (OBF) e a Olimpíada Brasileira de Ciências (ONC)) onde posteriormente obtive bons resultados. Com o desempenho que obtive na OBA, fui convidado a participar do processo de seleção para a equipe que representaria o Brasil nas olimpíadas internacionais de astronomia (IOAA e OLAA). Ao fim, inusitadamente passei entre os melhores e fui selecionado para XIV OLAA (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica) sediada no Panamá, onde toda equipe brasileira foi contemplada com medalha de ouro. Atualmente, estou dando continuidade aos processos seletivos para as próximas olimpíadas internacionais de astronomia e, em paralelo, estudando para o Torneio Brasileiro de Física (TBF), a última etapa de um processo de seleção que começou com a OBF de 2021 para decidir a equipe que representará o Brasil nas olimpíadas internacionais de física. Porém, não importando quanto eu estude para essas provas, ainda não mudará o fato de eu não ter condições financeiras de arcar com os custos das viagens e demais despesas envolvidas.