
Meu nome é Monica Marie Inada, tenho 55 anos, sou mãe de uma menina (que na verdade já é mulher de 31 anos).
Em dezembro de 2009, fui diagnosticada com Linfoma Não Hodgkin difuso de grandes células (imunofenotipo B), em janeiro de 2010 fui submetida a quimioterapia e após todas as sessões de quimio e os exames, foi determinado que o câncer havia sido eliminado.
Nos acompanhamentos de rotina, em janeiro de 2012, foi determinado que havia uma reincidência e novamente fui diagnosticada com Linfoma Não Hodgkin de grandes células B. Dessa vez, tive que fazer um transplante autólogo de medula.
Venci o câncer!
Mas, após 10 anos sem ter nenhum sinal de qualquer doença cancerígena, em março de 2022, fui diagnosticada com Plasmocitoma/Mieloma Múltiplo com Monoclonalidade para cadeia leve de Imunoglobina Kappa.
Os sintomas apareceram, e em menos de 24 horas, como consequência desse novo câncer, que invadiu e comprimiu minha medula, afetando minhas terminações nervosas na região torácica, fiquei paraplégica.
Pela dificuldade nas autorizações do plano de saúde, apesar da minha paralisia, recebi alta sem home care e ainda não iniciei o tratamento, que é urgente.
Hoje, conto apenas com os cuidados e apoio da minha filha Emi, e do seu namorado, Vlad, meus anjinhos cuidadores.
Recebi a doação de uma cadeira de rodas e uma de banho, porém, não tenho uma cama adequada, além de todos os medicamentos, fraldas, e materiais médicos, como a sonda de alívio.